
CISCO LIVE MAGAZINE É UMA PUBLICAÇÃO DA
CISCO DO BRASIL
Conselho Editorial
Adriana Bueno,
Fernanda Arajie,
Felipe Dreher,
Gabriela Machado
Gino Ribeiro,
Jackeline Carvalho,
Karen Kuba,
Laércio Albuquerque,
Larissa Di Pietro,
Nathalia Jade Silva Carvalho,
Paula Silveira Temple,
Renata Barros e
Taiane Alves
Revisão
Comunicação Interativa:
Maristela Casati
Administração e Logística
Maria Estela de Melo Luiz
Direção de Arte
Ricardo Alves de Souza
Assistente de Arte
Josy Angélica
Tiragem
6000 exemplares
Estagiário de Marketing Cisco
Gabriel Cocuroci
Assessoria de Imprensa
Edelman
PRODUÇÃO
Comunicação Interativa Editora
Jornalista Responsável e
Diretora de Redação
Jackeline Carvalho - MTB 12456
Reportagem
Jackeline Carvalho
João Rubens Monteiro
Colaboração: Carmen Nery
EDITORIAL
SUMÁRIO
25 ANOS
COM O BRASIL
Parece que foi ontem, mas o ano era 1994. Naquela época já usávamos
a expressão “sociedade da informação”. Porém, era difícil imaginar a
real dimensão de tudo o que se construiria a partir das inovações que
começavam a ganhar escala naquele momento. O Brasil e o mundo se
transformariam de maneira intensa.
Foi naquele ano de 1994 que a Cisco estabeleceu seu escritório no
Brasil. Desde então, apoiamos e participamos de importantes mudanças
na trajetória do País. Geramos mais de 6 mil empregos diretos e indiretos
e formamos um ecossistema com mais de 2 mil parceiros. Investimos em
uma fábrica local, que hoje produz mais da metade da tecnologia Cisco
que circula pelo Brasil.
Para promover a evolução e o crescimento sustentável dos negócios
digitais e, principalmente, estimular o desenvolvimento de tecnologias
inovadoras junto aos nossos clientes e parceiros, também estabelecemos
um Centro de Co-Inovação no Rio de Janeiro (COI). Além disso, nossa
participação nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, oferecendo
a infraestrutura tecnológica para entregar o evento mais conectado e
seguro do mundo, foi um grande marco para nós.
Outro grande orgulho é o trabalho de formação e empregabilidade de
mais de 240 mil jovens com o programa Networking Academy, hoje
oferecido em todos os estados brasileiros com o objetivo de preparar
profissionais para o mercado de trabalho digital. Acreditamos que
a formação e capacitação dos brasileiros é tão importante quanto
investir em departamentos de Pesquisa & Desenvolvimento. É com o
investimento em pessoas que vamos formar profissionais preparados
para um mercado de trabalho em constante mutação.
Esta comemoração dos 25 anos da Cisco no Brasil coincide com um
momento ímpar da sociedade brasileira. Os avanços tecnológicos
que conectam tudo e todos, transformando completamente todas as
indústrias, sejam elas de Saúde, Educação, Manufatura, Varejo, Finanças
ou Serviços, já são uma realidade presente no nosso País e no nosso
dia a dia. A missão da Cisco é promovê-los em todos os setores da
economia com a devida inclusão da sociedade, pois só assim seremos
um país verdadeiramente vencedor no mundo digital.
No que diz respeito à nossa imaginação, competência e empenho como
brasileiros, estamos extremamente bem posicionados para continuar
construindo a sociedade digital conectada. A era digital não é futuro,
ela já está aqui. Só nos resta decidir como vamos embarcar nesta
transformação.
Boa leitura!
notícias
3
COMBATE À POBREZA
Global Citizen e Cisco renovam parceria
financeira e tecnológica para combater a
pobreza extrema
4
CIBERSEGURANÇA
Em relatório de cibersegurança da Cisco,
56% dos CISOs relatam preocupação com a
segurança dos serviços de email
entrevista business
8
SETOR FINANCEIRO
André Sapoznik, do Itaú Unibanco, comenta a
jornada tecnológica do setor financeiro
entrevista tech
14
AMÉRICA LATINA
Sebastián Rovira, da CEPAL, faz um balanço
do processo de transformação digital na
América Latina
inovação
16
WI-FI 6
Novo padrão entrega capacidade até 400% maior
e é mais eficaz em ambientes de alta densidade
carreira
22
CERTIFICAÇÃO
Programa de certificação une especialistas em
redes e desenvolvedores de software para criar a
equipe de TI do futuro
capa
26
25 ANOS DE UM BRASIL CONECTADO
Fatos transformadores e a presença da Cisco em
quase todos os marcos tecnológicos do País
voz do cliente
38
INDÚSTRIA 4.0
Veracel adota solução de data center
convergente e acelera jornada para Indústria 4.0
42
SAÚDE DIGITAL
Grupo Sabin, especializado em diagnósticos,
investe na digitalização para acompanhar a
jornada do cliente
44
FARMÁCIA ONLINE
Rede de farmácias Panvel adota SD-WAN em
projeto que contingencia links de dados e ajuda a
integrar lojas físicas, e-commerce e aplicativo
48
COMUNICAÇÃO MÁQUINA-MÁQUINA
SunCoke Energy cria rede industrial para
melhorar comunicação entre máquinas e otimizar
a manutenção do parque fabril
52
PREVIDÊNCIA SOCIAL
Plataforma de colaboração melhora
atendimento de aposentados e pensionistas
do Estado do Paraná
58
REDE SEM FIO
Para dar maior flexibilidade aos colaboradores,
Banco Inter cria escritório 100% Wi-Fi
voz do parceiro
60
CONECTIVIDADE
Orange Business Services e Cisco colaboram no
desenvolvimento de nova geração de SD-LANs
62
ALIANÇAS
Ecossistema Cisco ajuda a impulsionar um Brasil
ainda mais conectado, digital e competitivo
artigo
66
SEGURANÇA DIGITAL
O papel da Segurança Digital nos dias de hoje,
por Ghassan Dreibi, diretor de Cibersegurança da
Cisco América Latina
4
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Cisco Live Magazine
ACORDO DE COMBATE À POBREZA
Global Citizen
e
Cisco renovam
por mais 10 anos acordo de apoio
financeiro e uso de tecnologia para reduzir a pobreza extrema
NOTAS
A organização Global Citizen e a Cisco anunciaram
uma nova parceria de três anos para impulsionar
o movimento de combate à pobreza extrema. A
empresa dedicará fundos e tecnologia para ajudar
a acabar com a pobreza, desempenhando um
papel vital no progresso em direção aos Objetivos
Globais das Nações Unidas para o Desenvolvimento
Sustentável e combate à pobreza extrema até 2030.
O acordo faz parte do compromisso da Cisco
de trabalhar com clientes, parceiros e líderes
do governo e da comunidade para abordar
os principais desafios sociais e econômicos.
Usando as tecnologias de rede, cibersegurança
e colaboração, a Cisco e seus parceiros estão
criando soluções para a falta de moradia,
maior acesso a cuidados médicos físicos e
mentais, inclusão financeira, educação e estão
desenvolvendo forças de trabalho.
A Cisco fornecerá a tecnologia Wi-Fi, conteúdo e
plataformas de storytelling nos festivais da Global
Citizen e outros fóruns e eventos de liderança
de pensamento. As soluções de tecnologia de
colaboração serão aplicadas para alimentar
os negócios da Global Citizen, incluindo a
conexão com os principais doadores, parceiros,
embaixadores e curadores dos festivais. Este novo
acordo também fornecerá uma plataforma para
que os funcionários da Cisco se envolvam com as
causas beneficentes pelas quais são apaixonados.
O novo anúncio é uma extensão da parceria
atual da Cisco com a Global Citizen. A fabricante
continuará a apoiar o Prêmio de Liderança Jovem
da Global Citizen, que homenageia jovens entre 18
e 30 anos que fizeram contribuições significativas
para acabar com a pobreza.
No ano passado, graças a um prêmio de
US$ 250 mil concedido pela Cisco, a Wawira
Njiru, fundadora e diretora executiva da Food
4 Education, uma organização que trabalha
com crianças vulneráveis nas escolas públicas
quenianas para oferecer refeições escolares
subsidiadas, conseguiu criar uma pulseira
“Tap2Eat”, que gerencia o dinheiro do almoço
dos estudantes ou oferece refeições gratuitas
para famílias que não podem arcar com os custos
subsidiados. Após o teste com 300 alunos em três
escolas, as pulseiras serão distribuídas em até 20
escolas para atingir 10 mil alunos.
Também faz parte do compromisso o treinamento
de 10 milhões de estudantes em todo o mundo por
meio da Cisco Networking Academy. O objetivo
é que eles sejam capacitados para trabalhar e
prosperar na economia digital nos próximos cinco
anos. Mais de 9 milhões de estudantes em 180
países participaram do programa até hoje.
CORREÇÃO
– Na edição 28, página 32, reportagem “Evoluir a rede para suportar o futuro”, o intertítulo
correto é “Operadora G8 investe na infraestrutura para prover conectividade”.
Cisco Live Magazine
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6
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Cisco Live Magazine
E-MAILS CRESCEM COMO
AMBIENTE CRÍTICO DE SEGURAÇA
Relatório de cibersegurança da Cisco soa alarme de ameaças
crescentes em correio eletrônico e
56% dos CISOs relatam
preocupação com segurança da plataforma
NOTAS
Avançando em seu histórico de inteligência, segurança
e compartilhamento de informações sobre ameaças
cibernéticas, a Cisco continua na liderança em defesa
da cibersegurança global. O Cisco Cybersecurity
Report Series, lançado recentemente, revela
evidências contundentes sobre o surgimento de
ameaças virtuais entregues via e-mail.
Com primeira aparição em 1978, o spam tem
inundado caixas de entrada em todo o mundo,
empregando táticas de phishing e malware para
causar estragos a pessoas e empresas. Contando
com botnets e kits de ferramentas de e-mail em
massa, hoje o e-mail está sendo citado como o vetor
número “um” para a distribuição dessas ameaças.
Pelo menos um terço de todos os e-mails que
passam pelos dispositivos de segurança de e-mail da
Cisco são totalmente bloqueados e nunca alcançam
os destinatários pretendidos, também conhecidos
como vítimas, e estas estimativas são conservadoras.
Alguns dos aplicativos de phishing mais comuns e
destrutivos dependem da alta prevalência do G-Suite
na nuvem e de suas ofertas de e-mail pelo Gmail.
Os copycats da Microsoft imitam o Office 365, e a
fraude de e-mail BEC (Business Email Compromise)
se disfarça de uma comunicação superior do c-suite,
fornecendo instruções falsas para funcionários
desavisados. Somente em 2018, o último ataque
resultou em US$ 1,3 bilhão em perdas para a indústria.
Dependência da nuvem
Com até 56% dos CISOs relatando que o e-mail é a
maior preocupação de segurança mesmo antes do
uso da nuvem e de dispositivos móveis, o estudo da
Cisco indica que o uso de sistemas e protocolos de
segurança de e-mail está em declínio, e uma das
razões pode ser a crescente dependência da
nuvem. O relatório alerta que as empresas supõem
incorretamente que a nuvem oferece segurança
robusta no nível básico, enquanto, na verdade, a
disposição básica de segurança neste ambiente é
de apenas uma camada.
A recomendação da Cisco é criar-se de uma
abordagem em vários níveis para a segurança
cibernética dentro e fora da nuvem, que inclui,
entre outras táticas: autenticação multifator,
simulações de phishing agendadas regularmente,
atualização consistente de navegadores e
plug-ins, cuidado com solicitações de login e
verificação de autenticidade e implementação de
um protocolo de assinatura dupla para todas as
transações financeiras, especialmente aquelas
feitas online.
8
|
Cisco Live Magazine
O BANCO QUE
NÃO PARA
Sempre de portas abertas,
os bancos brasileiros utilizam
fortemente a tecnologia
para se alinhar e atender às
expectativas dos clientes.
Pioneiro em várias áreas, o Itaú
Unibanco, cliente mais antigo
da Cisco no Brasil, comenta
esta jornada tecnológica do
setor financeiro, que teve
início com o lançamento do
internet banking em 1995 e,
desde então, lidera o consumo
das inovações em diferentes
áreas. O atual desafio, na
visão de
André Sapoznik
,
vice-presidente de TI e
operações do Itaú Unibanco,
é usar a tecnologia para
oferecer produtos e serviços
relevantes, na velocidade que
o cliente precisar. “Isto requer
uma revolução na forma de
pensar e entregar soluções
de tecnologia”, afirma nesta
entrevista concedida com
exclusividade à equipe da
Cisco Live Magazine.
Cisco Live Magazine
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9
ENTREVISTA
CISCO LIVE MAGAZINE:
Os bancos no Brasil são
pioneiros, inovadores e os maiores investidores
em TI no país. Na sua opinião, o que leva o setor
financeiro a aportar tantos recursos nesta área?
André Sapoznik: Toda empresa que tem o cliente no
centro de suas decisões precisa necessariamente
investir grande parte de seus recursos em tecnologia.
A nossa missão é oferecer o melhor atendimento
ao nosso cliente. E isso só se torna possível de
duas formas: investindo em pessoas e fazendo uso
eficiente e relevante da tecnologia, o que justifica o
crescente desenvolvimento da área.
CLM
:
De que forma a TI molda a estratégia do
setor bancário ou é moldada por ela?
AS:
O comportamento do cliente dita as regras do
jogo (inclusive as do setor bancário). Portanto, a
tecnologia deve se moldar para acompanhar suas
transformações ao longo do tempo. De outro lado,
o setor bancário também pode ser moldado pela
tecnologia, mais especificamente pelas empresas
capazes de usá-la com sabedoria e eficiência na
criação de experiências que de fato solucionam
problemas reais dos clientes, que devem estar
sempre no centro de tudo.
Tecnologia é a ferramenta que nos possibilita
construir boas experiências para os clientes em larga
escala. Estamos em um momento de transformações
exponenciais em inúmeros setores, provocadas por
uma grande revolução tecnológica, mas o que faz
desses momentos revoluções são as mudanças que
provocam na vida e no comportamento das pessoas.
No Itaú, acreditamos que a tecnologia é construída
por pessoas e para pessoas.
CLM:
Como você avalia a evolução tecnológica
da indústria financeira brasileira ao longo das
últimas décadas? Quais foram os principais
marcos?
AS:
As duas últimas décadas foram revolucionárias
quando falamos de evolução tecnológica. Hoje, são
pouquíssimas as atividades produtivas ou serviços
que não estão atrelados à tecnologia.
Entre os destaques, posso citar, nos anos 90, a criação
dos canais remotos, nos quais o Itaú foi pioneiro, tanto
para o atendimento via telefone quanto para o internet
banking. Na década de 2000, um dos pontos mais
altos foi o surgimento dos aplicativos mobile. O App
Itaú, a propósito, completa 10 anos agora em 2019.
Finalmente, ao longo desta última década, vimos o
desenvolvimento exponencial da engenharia de dados,
possibilitando altos níveis de eficiência para Inteligência
Artificial e técnicas de machine learning, que estão
aprimorando fortemente a forma de ofertar produtos e
serviços para os clientes.
CLM
:
Olhando em perspectiva, o que representa
para um banco o uso da internet como
plataforma de negócio?
AS:
Podemos dizer que a internet é umas das mais
importantes plataformas de negócios do banco.
Afinal, sustenta todo o movimento de digitalização que
estamos vivendo. Hoje, mais de 80% das transações
ocorrem nos nossos canais digitais. Superamos
recentemente a marca de 11 milhões de clientes
pessoa física que utilizam esses canais. Nos últimos
dois anos, o crescimento dos clientes digitais no Itaú
foi da ordem de 30%, e a média diária de clientes
“
Toda empresa
que tem o cliente
no centro de suas
decisões precisa
necessariamente
investir grande parte
de seus recursos
em tecnologia
”
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Cisco Live Magazine
que acessam o site e os aplicativos mobile do banco
tiveram incremento de 35% no mesmo período.
CLM
:
Em 1995, o Unibanco lançava o Banco 30
horas, pioneiro em internet banking no país.
Que mudanças na infraestrutura tecnológica do
banco foram necessárias para implementar este
serviço e que balanço é possível fazer desse
pioneirismo?
AS:
A principal ação para disponibilizar o internet
banking foi o investimento em tecnologia de ponta
para construir uma rede de processamento e
armazenamento de dados robusta que suportasse
o fluxo muito maior de informações, garantindo
disponibilidade do sistema desde o seu lançamento.
Em 1995, eram mais de 141 mil clientes – entre pessoas
físicas e jurídicas – com 3,5 milhões de transações por
mês. Tanto o Unibanco quanto o Itaú, organizações cuja
fusão deu origem ao Itaú Unibanco, sempre acreditaram
no poder da tecnologia para oferecer conveniência aos
clientes e transformar a organização.
CLM
:
A internet se solidificou e hoje é uma
das principais plataformas de relacionamento
dos clientes. Você poderia comentar sobre o
impacto do canal como vetor de relacionamento
nos dias de hoje?
AS: Os clientes possuem diferentes necessidades,
que variam em função do seu perfil e momento de
vida. O nosso esforço no mundo digital é para atender
rapidamente a real necessidade do cliente, trazendo
comodidade e segurança. Hoje, o cliente já pode utilizar
os canais digitais do banco ao longo de toda a sua
jornada conosco e falar com especialistas pelo telefone,
ou buscar apoio na agência, se preferir ou precisar.
CLM:
Pensando no avanço das plataformas,
de que maneira a mobilidade impactou e ainda
impacta o setor bancário?
AS:
A mobilidade revolucionou a forma como os
bancos e o mercado em geral oferecem produtos e
serviços. Hoje, os clientes estão mais conectados,
têm mais acesso a informações e, até por isso, são
mais exigentes. Nosso exemplo mais recente foi o
lançamento do
iti
, uma plataforma digital de serviços
financeiros que permite realizar pagamentos em
estabelecimentos comerciais ou entre pessoas
via QR Code, dispensando a necessidade de
maquininha e cartão físico. Além disso, não é
necessário ter conta em banco para usar o
iti
e a
taxa cobrada do lojista é inferior à das maquininhas.
CLM
:
Fala-se bastante em big data e inteligência
artificial. Como o Itaú enxerga essas tendências
e se posiciona em relação a elas?
AS:
Acreditamos que big data e inteligência artificial
são peças-chave para tratarmos dados com
propriedade. O setor bancário sempre foi um grande
proprietário de informações demográficas e de
hábitos de consumo dos clientes. Por isso, o nosso
desafio é, cada vez mais, utilizar essas informações
não só para entender com profundidade quem são
os nossos clientes, mas também quais são as suas
demandas e necessidades. A consequência disso é
a possibilidade de desenvolver produtos e serviços
cada vez mais customizados e compatíveis com o
que cada um dos nossos clientes busca.
“
As duas últimas
décadas foram
revolucionárias
quando falamos
de evolução
tecnológica. Hoje,
são pouquíssimas as
atividades produtivas
ou serviços que não
estão atrelados
à tecnologia
”
ENTREVISTA
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|
Cisco Live Magazine
CLM
:
Em termos tecnológicos, qual é o
principal desafio do banco atualmente?
AS:
Um dos nossos principais desafios é usar
a tecnologia para oferecer produtos e serviços
relevantes, na velocidade que o cliente precisar.
É algo que requer uma revolução na forma de
pensar e entregar soluções de tecnologia. Isso
passa pela evolução contínua da nossa plataforma,
pela adoção de um modelo de trabalho que
eleva a produtividade e fomenta a inovação e a
colaboração e, claro, pela atração, desenvolvimento
e retenção de talentos.
CLM:
Como o banco tem seguido sua jornada
para cloud?
AS
: Iniciamos esta trajetória já há alguns anos com a
construção das fundações da nossa cloud privada.
Em seguida, ampliamos o uso desta infraestrutura
e realizamos experimentações para o uso de cloud
pública. Agora, nosso foco está em evoluir para
multi-cloud por meio de parcerias com fornecedores
de cloud pública – tudo isso pensando sempre em
oferecer a melhor experiência e garantir disponibilidade
dos nossos serviços para os nossos clientes.
CLM:
Como o Itaú observa a aplicação do
conceito Internet das Coisas (IoT) dentro do setor
e o que tem feito nesta frente?
AS
: A Internet das Coisas nos dá insumos para
tomarmos decisões mais inteligentes. Por isso,
entendemos que oferece grandes possibilidades de
aplicação, tanto em atividades mais operacionais -
como a manutenção da segurança das agências -,
quanto mais estratégicas, na contratação de produtos
ou concessão de crédito.
CLM:
O que esperar com relação ao futuro do
atendimento e que tendências tecnológicas (ou de
mercado) ainda virão para transformar o setor?
AS:
Podemos esperar modelos de atendimento
que estarão cada vez mais centrados no cliente.
A inteligência no uso de dados desempenhará
um papel fundamental nesse processo, já que
possibilita um entendimento profundo do cliente e,
consequentemente, a criação de experiências cada
vez mais customizadas.
No último ano, por exemplo, desenvolvemos,
com a utilização de técnicas de machine learning,
algoritmos capazes de interpretar os sentimentos nas
mensagens de texto recebidas em nossas centrais
de atendimento. Em outras palavras, criamos a
capacidade de entender como o cliente se sente,
sem ter que questioná-lo diretamente. Isso permite
uma atuação mais proativa, ágil e personalizada na
resolução de eventuais problemas.
CLM:
O Itaú é o cliente mais antigo da Cisco no
Brasil, pois usa nossas tecnologias há mais de
25 anos. Como vê a participação da Cisco neste
processo de inovação da base tecnológica do País
como um todo e particularmente dos bancos?
AS:
Do ponto de vista de infraestrutura de tecnologia
de rede, a Cisco foi a pioneira no Brasil. Para nós, é
uma referência em qualidade da prestação de serviço,
maturidade das soluções e também na capacitação
de profissionais para a área.
CLM:
De que forma a Cisco tem apoiado o Itaú em
sua jornada de transformação digital?
AS:
A Cisco apoia a nossa jornada de transformação
digital com soluções de infraestrutura tecnológica.
Em um dos projetos, por exemplo, conseguimos
transformar o meio de comunicação das agências
com a disponibilização de mais banda (rede com mais
velocidade e qualidade) a um custo muito menor. Isso
permitirá oferecer no local outros tipos de serviços
que agregam valor para o cliente, como Wi-Fi e
videoconferência com especialistas.
CLM:
Pensando em termos de oferta Cisco,
como avalia a evolução da empresa no Brasil ao
longo destes 25 anos?
AS
: Entendo que a Cisco desempenhou um
papel fundamental ao longo dos últimos anos, ao
pavimentar uma infraestrutura tecnológica capaz
de viabilizar todos os serviços que hoje utilizam a
internet. Sem dúvida, em um balanço geral, podemos
dizer que a empresa transformou a rede no País.
CLM:
O que o Itaú espera dos próximos anos de
sua parceria com a Cisco?
AS:
A Cisco tem sido um parceiro muito relevante
na jornada de construção do banco há 25 anos.
Honrando este passo e olhando para o futuro,
esperamos poder contar com a Cisco na construção,
a cada dia, de uma das melhores instituições
financeiras do mundo.
ENTREVISTA
14
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Cisco Live Magazine
UMA AMÉRICA
LATINA
DIGITAL
CISCO LIVE MAGAZINE:
Estamos vivendo
um momento de disrupção provocado
principalmente pelo uso intensivo da tecnologia
em todas as atividades. Qual o impacto disso
para a América Latina?
Sebastián Rovira:
As tecnologias digitais estão
modificando serviços, produtos, organizações e
mercados a uma velocidade e em uma escala sem
precedentes. A correlação entre o nível de adoção
destas tecnologias, o crescimento econômico e a
competitividade também é evidente. Além disso, os
benefícios para as pessoas são indiscutíveis já que
estas tecnologias permitem acessar novos produtos
e serviços de forma mais eficiente, a preços e
custos menores. A produtividade das empresas é
favorecida pela digitalização, algo que se repete com
os serviços de governos que vêm ganhando mais
eficiência e transparência.
Vários estudos comprovaram o impacto direto e indireto
que as tecnologias digitais exercem sobre o crescimento
da região. Por exemplo: a CEPAL identificou que,
para um grupo de países, o investimento em TIC gera
crescimento de 0,5 ponto do PIB. Entretanto, deve-se
acrescentar que o acesso à internet e sua contribuição
econômica não são lineares e dependem de variáveis
complementares, como a qualidade do capital humano,
a capacidade inovadora e as trocas organizacionais.
Potencializar o impacto das novas tecnologias digitais é
uma tarefa complexa, que requer várias ações políticas
institucionais e regulamentares..
CLM:
Como os países da AL se ocupam com a
transformação digital?
Rovira:
Um dos principais instrumentos para guiar a
transformação digital dos países da América Latina são
as agendas e estratégias digitais. De acordo com a
recente revisão realizada pela CEPAL, 16 países da região
A América Latina ajusta seus
processos para elevar, com
mais velocidade, seus projetos
de digitalização a novos
patamares. Há exemplos
bem-sucedidos nas áreas de
educação, saúde e serviços
públicos. A conectividade e o
desenvolvimento tecnológico
avançam rápido, impulsionando
inovações em diversas frentes e
em todos os países.
Sebastián
Rovira
, oficial de Assuntos
Econômicos da Unidade de
Inovação e Novas Tecnologias
da Divisão de Desenvolvimento
Produtivo e Empresarial da
CEPAL – Comissão Econômica
para a América Latina e o Caribe,
um órgão da ONU (Organização
das Nações Unidas) – faz
um balanço do processo de
transformação digital na região e
destaca as pessoas capacitadas
em tecnologia como um
fator-chave para promover o
desenvolvimento econômico e
social sustentável.
Cisco Live Magazine
|
15
ENTREVISTA
contam com agendas digitais em nível nacional. Alguns
deles, como o Uruguai e a Colômbia, já se encontram
na terceira versão deste tipo de instrumento de
planejamento. Estes Marcos englobam diversos temas,
como o governo digital, a incorporação de tecnologias
digitais na educação e no desenvolvimento de aplicativos
que melhorem o serviço de saúde, entre vários outros.
Além disso, os países estão definindo novos campos
de ação e impulsionando diferentes iniciativas, como a
atualização de políticas públicas e projetos na área de
telecomunicações. A Colômbia tem um novo Marco do
setor. O Equador está construindo uma nova agenda
digital. E há novos regulamentos para setores de
serviços emergentes, vinculados às tecnologias digitais –
caso do México, que criou a Lei de Fintech.
CLM:
Pensando na Indústria 4.0, as economias da
região estão preparadas para competir no cenário
global?
Rovira:
Há vários aspectos que devem ser melhorados
para se alcançar os níveis de competitividade exigidos
pela economia digital. Ainda existem lacunas significativas
no acesso, qualidade e acessibilidade dos serviços de
telecomunicações, com regiões mais avançadas.
Além disso, há também um atraso na adoção de
tecnologias mais avançadas, como sensores remotos
e Inteligência Artificial, que são fundamentais para o
desenvolvimento da Indústria 4.0. Em 2018, o índice de
IoT (internet das coisas), desenvolvido pelo Centro de
Estudos de Telecomunicações (Cet.la), indica lacunas
significativas na América Latina, no Caribe e nos países
da OCDE. Esse índice incorpora áreas como infraestrutura
de TIC, habilidades, regulamentação, adoção de
tecnologias nas empresas, situação política e econômica
e capacidade de inovar. As maiores diferenças estão nos
aspectos político e econômico e na adoção de tecnologia
nas empresas. Esses resultados também coincidem
com outros índices em que observamos que as maiores
lacunas em relação aos países mais avançados são
encontradas nos fatores de produção (capital humano e
inovação), digitalização da produção e conectividade.
CLM:
Como a América Latina ainda é uma região
em desenvolvimento, qual deve ser o impacto da
Inteligência Artificial na geração e manutenção de
empregos?
Rovira:
Uma das áreas que analisamos recentemente
é o futuro do trabalho e da automação. Em geral,
os estudos mostram que esses processos e o uso
16
|
Cisco Live Magazine
intensivo de novas tecnologias afetarão o emprego.
Em uma análise que realizamos em cinco países (El
Salvador, Uruguai, Chile, Equador e México), observou-
se que 34% das ocupações têm alta probabilidade
(mais de 80%) de serem afetadas pelos processos de
automação. No entanto, ainda não é possível concluir se
o efeito líquido desse impacto será positivo ou negativo,
o que certamente dependerá de muitas outras variáveis,
como disponibilidade tecnológica, habilidades e os
custos de mão-de-obra, regulamentação e velocidade
das redes, além da difusão tecnológica.
Além disso, embora os resultados mostrem que
algumas tarefas serão automatizadas, isso não implica
necessariamente o desaparecimento do emprego, uma
vez que pelo menos três efeitos existirão. O primeiro
tem a ver com a transformação da atividade, o que
pode exigir novas habilidades dos trabalhadores e não
necessariamente resultará na eliminação do trabalho.
Por outro lado, novos empregos associados a novas
atividades serão criados, e um maior dinamismo
econômico será gerado pelo aumento da produtividade.
Finalmente, haverá a eliminação de alguns trabalhos,
especialmente aqueles associados a tarefas manuais
e de rotina. Também é importante ressaltar que este
processo não será linear e, de acordo com nossas
estimativas, pode levar vários anos, o que permitirá
reestruturar as habilidades e adotar algumas medidas de
política para mitigar os efeitos negativos desta mudança.
CLM:
Qual é o papel da educação no processo de
transformação digital e o que pode ser feito?
Rovira:
A educação é fundamental. Um dos resultados
dos nossos estudos mostra que quanto maior o nível
de escolaridade, menor a probabilidade de perda de
emprego decorrente da automação. Além disso, o
treinamento da força de trabalho e o desenvolvimento
de habilidades digitais reduzirão os efeitos negativos da
digitalização nos processos de produção.
Por outro lado, o capital humano é um dos grandes
desafios da região. As lacunas entre a oferta e a
demanda de habilidades digitais são evidentes, assim
como os problemas estruturais. Ter uma força de
trabalho qualificada, que inclua trabalhadores com
pelo menos alguma experiência terciária é um fator-
chave para promover o desenvolvimento econômico
e social sustentável na região. No entanto, de acordo
com um estudo realizado pela CEPAL em 2017
juntamente com a CAF e a OCDE, mais de 70% dos
jovens não são qualificados o suficiente para ter
acesso a empregos de boa qualidade.
CLM:
De que forma as indústrias de TI e de
Telecomunicação podem contribuir para a
evolução digital nos países latino-americanos?
Rovira:
As indústrias de TI e de Telecomunicações são
alguns dos motores da inovação tecnológica-digital,
além de serem os provedores da base tecnológica
necessária para o desenvolvimento da economia digital.
Por isso, é fundamental que estas indústrias trabalhem
conjuntamente com os governos para expandir a
infraestrutura e os serviços digitais. Os tomadores
de decisão e os reguladores devem fomentar esta
relação com o setor privado e trabalhar em estreita
colaboração com diferentes atores para encontrar
enfoques que respondam às necessidades do mercado,
proporcionando maiores benefícios aos consumidores.
“
Ter uma força
de trabalho
qualificada, que
inclua trabalhadores
com pelo menos
alguma experiência
terciária, é um fator-
chave para promover
o desenvolvimento
econômico e social
sustentável na região
”
ENTREVISTA
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Cisco Live Magazine
INOVAÇÃO
A Cisco acaba de anunciar soluções para ajudar os
clientes a entrar na nova era da conectividade sem
fio. O Wi-Fi 6, também conhecido como 802.11ax,
novo padrão para redes Wi-Fi, está impulsionando
novas experiências imersivas sem fio e conectando
bilhões de coisas. Para prover uma experiência
completa, a fabricante também está expandindo o
portfólio de rede Campus ao oferecer um switch
core feito sob medida para redes em escala e
orientadas à nuvem.
Combinando software potentes de automação e
analíticos com uma gama completa de switches,
pontos de acesso e controladores de última geração
para rede Campus, está disponível a única arquitetura
de ponta-a-ponta, pensada para o massivo e
crescente volume de conexão sem fio.
Desenvolvidos com os mesmos fundamentos de
inovações do 5G, este padrão vai transformar a
maneira como empresas e pessoas interagem com
Além de ser significativamente mais rápido, o
Wi-Fi 6
entrega uma capacidade até 400% maior e é mais eficaz
em ambientes de alta densidade
WI-FI 6:
A NOVA ERA DAS
REDES SEM FIO
Cisco Live Magazine
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Cisco Live Magazine
INOVAÇÃO
Conectividade ponta-a-ponta
●
Wi-Fi 6 Access Points:
Novos access points nos portfólios Catalyst e Meraki são
baseados em chipsets customizados, programáveis e acesso a recursos analíticos
líderes de mercado. Os novos APs também são multilíngues e conseguem se
comunicar utilizando múltiplos protocolos de IoT, incluindo BLE, Zigbee e Thread.
●
Switch Core para rede de campus:
o Cisco Catalyst 9600 será a base central e
fundamental para a próxima geração de redes corporativas baseadas em intenção.
●
Novos recursos para desenvolvedores:
a DevNet, rede de desenvolvedores da
Cisco, está lançando um novo centro de desenvolvimento sem fio, com laboratórios
de aprendizagem, sandboxes e os recursos necessários para os desenvolvedores
criarem aplicativos sem fio disruptivos. As soluções Catalyst e Meraki são plataformas
abertas e programáveis, que atingem o nível do chipset, permitindo que os aplicativos
aproveitem a capacidade de programação de rede de uma maneira totalmente nova
e muito interessante.
●
Novas parcerias no ecossistema:
antes do lançamento dos access points para
Wi-Fi 6, a Cisco completou testes de interoperabilidade com a Bradcom, a Intel e
a Samsung, para tratar das deficiências inevitáveis que vêm com um novo padrão.
Samsung, Boingo, GlobalReach, Presidio e outras empresas também estão aderindo
ao projeto Open Roaming, comandado pela Cisco, para solucionar um dos principais
problemas da tecnologia sem fio atualmente.
o mundo. Além de ser significativamente mais rápido,
o Wi-Fi 6 entrega uma capacidade até 400% maior
e é mais eficaz em ambientes de alta densidade, tais
como anfiteatros, estádios e até salas de conferência.
Alta eficiência
A latência da nova rede é muito menor, permitindo
usos que demandam aplicações em tempo real.
O Wi-Fi 6 também permite menos uso de bateria
dos dispositivos conectados e proporciona uma
experiência de usuário melhor e mais previsível.
A Cisco lançou diversos produtos e parcerias para
que as empresas possam oferecer uma experiência
genuinamente desplugada e ininterrupta (veja quadro).
O consórcio Open Roaming, liderado pela Cisco, visa
facilitar a transmissão segura e imperceptível entre
redes Wi-Fi e LTE, bem como a conexão a serviços
Wi-Fi públicos.
“Cada salto na conectividade gerou uma onda de
inovações profundas. O 5G e o Wi-Fi 6 representam
uma nova era da conectividade”, afirma David
Goeckeler, vice-presidente executivo e gerente geral
da Divisão de Redes e Segurança da Cisco. “Os
desenvolvedores estão criando a próxima geração
de experiências imersivas usando conexão sem fio,
e a Cisco está construindo uma arquitetura de rede
multidomínio para reduzir essa complexidade para a
TI”, completa.
Nos últimos dois anos, a Cisco desenvolveu um
portfólio de redes baseadas em intenção para
preparar os clientes para os desafios do futuro. Os
novos pontos de acesso e switches campus foram
projetados especificamente para redes baseadas
em intenção e representam o auge dos esforços
da fabricante para reinventar seu portfólio inteiro
de acesso.
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Cisco Live Magazine
CERTIFICAÇÕES
ACOMPANHAM O AVANÇO
DAS REDES BASEADAS
EM SOFTWARE
Programa de treinamento da Cisco
alinha
conhecimento de rede ao desenvolvimento de
sistemas para criar a equipe de TI do futuro
As redes inteligentes vêm provocando importante
mudança no papel desempenhado pelas redes
nas empresas e no modo como a infraestrutura é
estabelecida. Também afastou o profissional das
tarefas manuais e repetitivas, que consomem muito
tempo, inserindo-o numa realidade em que TI,
DevOps e desenvolvedores de aplicações e nuvem
trabalham juntos.
Mas, para absorver completamente as capacidades
desta nova rede, as organizações devem promover
práticas de software, habilidades de redes e sistemas
e incentivar uma comunidade engajada, que solucione
coletivamente os desafios tecnológicos. Por isso, a
Cisco está incentivando a troca de conhecimentos
entre profissionais de rede e desenvolvedores
de software, de forma a estimular a geração de
inovações tecnológicas e a aceleração dos negócios.
Enquanto a companhia reinventa o futuro das redes,
Novas Certificações Cisco
•
Novas Certificações DevNet
para atestar os profissionais com DevNet Associate, DevNet Specialist e
DevNet Professional. As certificações DevNet são destinadas a desenvolvedores de software e engenheiros
de redes com proficiência para desenvolver aplicações e fluxos de trabalho automatizados para redes e
infraestruturas operacionais.
•
Aperfeiçoamento das Certificações Cisco
para atestar profissionais de engenharia com o Cisco
Certified Network Associate (CCNA) e Cisco Specialist, além do Cisco Certified Network Professional
(CCNP) e do Cisco Certified Internetwork Expert (CCIE) em empresa, data center, serviços, segurança e
colaboração.
•
Expansão da Cisco Networking Academy
para treinar profissionais de redes e desenvolvedores de
software em início de carreira. A certificação Cisco Certified Network Associate (CCNA) é para profissionais
de redes iniciantes, e o certificado DevNet Associate é para desenvolvedores de software que estão
entrando no mercado. Graduandos poderão obter as certificações CCNA e DevNet Associate como
preparação para trabalhar no ecossistema da Cisco.
Cisco Live Magazine
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CARREIRA
o DevNet (programa de treinamento da Cisco) reúne
especialistas certificados em uma única comunidade,
o que permitirá a colaboração e o compartilhamento
de melhores práticas, além da introdução pioneira
de novos níveis de capacidade de automação dos
processos de TI e conectividade.
Adicionalmente, a companhia está investindo
na expansão do seu programa de certificação
profissional para as áreas de software e de rede e
a criação de um novo centro de desenvolvimento
comunitário para acelerar a adoção e o sucesso das
redes inteligentes.
“A tecnologia de rede evoluiu significativamente nos
últimos cinco anos, e a nova rede pode acelerar
os negócios, catalisar novas aplicações e inserir as
práticas de DevOps nas redes”, afirma Susie Wee,
vice-presidente sênior, CTO e fundadora do Cisco
DevNet. “As novas certificações DevNet levam as
habilidades de software para a indústria de redes.
Além disso, incentivamos o trabalho colaborativo
dos profissionais de rede e dos desenvolvedores
de sistemas para solucionar problemas difíceis na
automação de redes. Isso permitirá que a indústria
aproveite completamente as capacidades da nova
rede para acelerar os negócios.”
O portfólio para redes baseadas em intenção
da Cisco permite a automação da infraestrutura
com segurança e em escala. O novo centro
de desenvolvedores comunitário Cisco DevNet
Automation Exchange conta com repositórios
de códigos compartilhados e com casos de uso
para a automação de rede. A comunidade de
desenvolvedores, profissionais de rede, parceiros
e clientes da Cisco pode contribuir ativamente com
software para criar o principal repositório de códigos
para automação de redes.
O DevNet Automation Exchange guia as equipes em
sua jornada para implementar a automação de redes
e as redes baseadas em intenção. O programa se
baseia na experiência da comunidade de especialistas
em redes e desenvolvedores de software da Cisco,
permitindo-lhes colaborar e criar melhores práticas
em automação para suas indústrias com uma
abordagem orientada por software.
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Cisco Live Magazine
PUBLIEDITORIAL
O CAMINHO PARA A
TRANSFORMAÇÃO DIGITAL
A busca pelo próximo nível nos
negócios já tornou a transformação
digital em um passo imperativo para
as empresas. No mundo digital, não
se pode mais adiar o início deste
processo. A tecnologia evoluiu, o
consumo aumentou, a informação
é trocada mais rapidamente. As
relações mudaram, das pessoais às
profissionais, assim como as formas
de negociar. Neste novo cenário, já
podemos dizer sem receio: quem
não se transformar digitalmente
ficará obsoleto em breve.
Encontrar o melhor caminho para a
transformação digital exige a compreensão de três
fatores importantes e interligados neste mundo em
constante metamorfose: capacidade de mudança,
evolução tecnológica e integração. Isso permite a
criação de um propulsor para uma transformação
digital coerente, precisa e permanente.
As mudanças vistas no mundo corporativo são
possíveis graças a líderes capazes de pensar além.
A partir de ideias fora do usual, as lideranças tomam
decisões que muitas vezes extrapolam os limites do
costumeiro e levam algo totalmente inovador para
dentro das companhias.
Tecnologias de ponta já estão disponíveis para os
mais variados mercados, seja para atender o agro-
negócio com soluções de IoT e
satélite, ou indústrias com Cloud
Computing e Inteligência Artificial,
bancos e as mais diversas corpora-
ções com segurança cibernética e
plataformas omnichannel. A tecno-
logia já evoluiu para patamares até
então não imaginados e permite en-
frentar barreiras que antes pareciam
impossíveis de ultrapassar.
Mesmo com as tecnologias à dispo-
sição, elas somente fazem sentido
quando há um planejamento de im-
plementação abordando as especifi-
cidades e objetivos de cada negócio.
Nesta transição, ter um parceiro integrador com visão
estratégica sobre a sua companhia se torna essencial.
O integrador conseguirá fazer um diagnóstico preci-
so para implementar as tecnologias mais adequadas
às diversas áreas da corporação, atendendo as mais
diferentes necessidades e expectativas.
O caminho para a transformação digital deve ser
definido seguindo os princípios e finalidades da
sociedade 4.0. Sairão vitoriosas do processo de
transformação digital as empresas que enxergarem
na tecnologia – aliada a parceiros especializados – a
saída para inovar, gerar mais valor e lucrar. A Embra-
tel é o parceiro mais bem preparado para ajudar os
clientes nesta jornada. Não há mais como ficar fora
deste novo mundo!
Por
Marcello Miguel
, diretor
executivo de Marketing e
Negócios da Embratel
A
tecnologia
já evoluiu para patamares até então
não imaginados e permite enfrentar barreiras que
antes pareciam impossíveis de ultrapassar
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Cisco Live Magazine
Aos 25 anos, um jovem brasileiro já vivenciou muita
coisa e está em busca de consolidar planos e sonhos.
Nascido em 1994, ano em que a seleção brasileira
de futebol masculino conquistava o tetracampeonato
mundial, este mesmo jovem viveu um dos momentos
mais transformadores da sociedade e da economia
brasileira. Foi ao longo das últimas duas décadas e
meia que a internet desencadeou uma revolução, as
redes de telecomunicações
ganharam novas
configurações e os telefones
inteligentes chegaram às
mãos das pessoas. Hoje, a
tecnologia faz parte da rotina
da população e pode-se
dizer que ingressamos na
sociedade 4.0.
Um referencial histórico
desta transformação é
o custo e o acesso à
informação. Quando este
mesmo jovem de 25
anos nasceu, uma linha
telefônica, pelo plano de
expansão, custava ao
cidadão R$ 1.117,63 e, em
centros urbanos como Rio
DE UM BRASIL
CONECTADO
25 ANOS
Do primeiro backbone à massificação da Internet das Coisas:
Conheça alguns fatos tranformadores e a presença da Cisco em
quase todos os marcos tecnológicos do País
de Janeiro e São Paulo, não raro eram negociadas
no mercado informal entre R$ 7.000 e R$ 9.000. O
mundo, porém, estava prestes a mudar de maneira
radical: no final de 1994, iniciavam-se os testes
do serviço de acesso à internet, oferta lançada
definitivamente ao mercado em maio de 1995.
Não é errado dizer que a história deste jovem foi
reescrita pela tecnologia
e se confunde com a
evolução e massificação
do acesso à conectividade,
computadores e sistemas
de informação no Brasil.
Ao chegar à universidade
ou mercado de trabalho,
ele já manejava com
desenvoltura as ferramentas
da tecnologia, grande parte
já conectada à internet e
que não faziam parte do
repertório dos brasileiros no
passado.
Também é possível
relacionar esta evolução, ou
revolução, à presença da
Cisco no Brasil. Sua história
“
No começo,
predominavam os
projetos de LAN,
mas rapidamente as
empresas perceberam
a importância de
conectar suas filiais
”
Marcelo Ehalt, diretor de Canais da
Cisco no Brasil
Cisco Live Magazine
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transição das redes proprietárias para redes baseadas
no protocolo da internet (IP), ou mesmo o anúncio
em 1997 da compatibilidade dos equipamentos de
rede com recursos de voz, quando a Cisco mostrou
ter entendido que havia uma oportunidade real
no mercado para a telefonia sobre IP ou VoIP. A
fabricante previu que serviços de voz seriam gratuitos
muito antes que as redes de computadores tivessem
a capacidade de transportá-los.
Construção
Muitos dos atuais colaboradores da companhia no Brasil
conheceram a Cisco trabalhando em clientes, parceiros
e concorrentes. Em comum entre todos eles está a
constatação de que a empresa de fato transformou suas
vidas e a vida de milhões de brasileiros.
Uma dessas pessoas é Elaine Lopes, gerente de
Operações de Negócios da Cisco, que completou
20 anos de trabalho na Cisco em julho de 2019.
Foi contratada não para a atividade que exercia na
empresa anterior, mas para inaugurar o laboratório
de certificação da fabricante no Brasil e na América
Latina. “Era tudo muito diferente. Uma coisa que
destaco é que antes eu ia ao escritório todos os dias
e hoje utilizo todas as ferramentas da Cisco – Webex,
telepresence, etc. – para fazer o meu trabalho em
home office”, cita.
Ela destaca que as mudanças ocorreram não só na
forma como o trabalho é executado, mas também
na oferta dos certificados que, acompanhando a
se confunde com
o desenvolvimento
da internet, que
surgiu a partir do final dos
anos 1980, disponibilizada
inicialmente por algumas
universidades, que poderiam utilizar a rede
para fins apenas de pesquisas.
Nem bem havia chegado ao País, em agosto
de 1994 a Cisco acompanhou a transição da internet
do ambiente acadêmico para a área comercial. A
tecnologia de conectividade da companhia esteve
presente na instalação dos primeiros backbones
(estruturas de conexão) que ligaram os brasileiros ao
mundo através das redes de internet.
Visão de futuro
A renovação e a ampliação constantes do portfólio
de produtos para novos segmentos compõem
principais características da Cisco, que cresceu tanto
de forma orgânica quanto por meio de aquisições
de empresas desenvolvedoras de soluções à frente
do seu tempo. Analistas e colaboradores costumam
ressaltar que a empresa tem como marca a incrível
capacidade de detectar tendências. Prova disso é a
CAPA
“
As certificações abrem
oportunidade para todos
os tipos de profissionais e
perfil de pessoas
”
Elaine Lopes, gerente de Operações
de Negócios da Cisco























































































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Cisco Live Magazine
expansão do portfólio Cisco, hoje oferecida em vários
níveis, inclusive para pessoas sem experiência.
Um ano antes de Elaine, chegava à Cisco Brasil Marco
Sena, atual diretor de Redes Corporativas da Cisco
América Latina. Ele completa 21 anos de empresa
em novembro deste ano e começou a vender Cisco
em um integrador antes mesmo de a companhia
ter escritório no País. “A Cisco não era muito
conhecida no Brasil. Na área de canais, fiz o trabalho
de construir o ecossistema de parceiros da Cisco,
mostrando por que os parceiros deveriam acreditar na
nossa tecnologia”, recorda.
Sena lembra que, na época, o portfólio de produtos
era menor, basicamente de roteadores; depois, com
uma aquisição, a empresa entrou no segmento de
switches. Mas, para Sena, o grande salto foi quando
a companhia ingressou na área de colaboração com
CAPA
a aquisição da Selsius Systems. A empresa já tinha
uma boa presença na parte de dados e foi disputar
o mercado de telefonia e voz, onde os players eram
empresas consolidadas.
Ele destaca, ainda, que a Cisco ajudou as operadoras
locais de telecomunicações a construir suas primeiras
redes IP MPLS, após a aquisição da Stratacom e de
alianças locais importantes, que adicionaram muito
conhecimento sobre o mercado brasileiro. “A Cisco
literalmente criou os backbones IP dos services
providers brasileiros. Eram projetos imensos e
transformacionais”, comenta.
Com o mesmo sentimento de ter colaborado com a
construção de algo grandioso e revolucionário no Brasil,
Marcelo Ehalt, atual diretor de Canais da companhia,
tem outra história particular para compartilhar. Com
mais de 21 anos de prestação de serviços à empresa,
2000
Há 25 anos conectando os brasileiros
Cisco Live Magazine
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Cisco Live Magazine
o executivo foi um dos
pioneiros na instalação da
tecnologia IP em uma das
universidades de Curitiba,
no Paraná. “Eu era sócio da
empresa em que trabalhava
quando tive um primeiro
convite para trabalhar na
Cisco, mas optei por não
aceitar”, cita. A negativa
resistiu até 1994, momento
em que, vendo a expansão
da Cisco mundo afora,
a chegada da empresa
ao Brasil e a entrada em
novas áreas, como a de
LAN Switch, Ehalt acabou
aceitando o segundo convite.
“O que me fez sair da posição de diretor para a de
engenheiro de pré-venda, atuando na mesma região, foi a
oportunidade de participar de um projeto maior”, explica.
Ele conta que, à época, crescia fortemente o conceito
cliente/servidor no mundo e no Brasil, o que começou
a demandar muita conectividade dentro e fora das
corporações, potencializando a demanda pelos serviços
de dados das operadoras. “Antes havia os projetos de
LAN, mas rapidamente as empresas perceberam a
importância de conectar suas filiais”, pontua Ehalt.
A internet comercial
Rodrigo Linhares, líder de Vendas IoT Brasil na
Cisco, entrou na empresa em outubro de 1995, e
nela permaneceu até 2013. Sua história, porém, não
acabou ali, pois ele regressou em 2018. No início da
primeira passagem, recorda que a Cisco tinha apenas
quatro funcionários em São Paulo, além dele e mais
um colega no Rio de Janeiro.
“Minha principal missão foi dar suporte à
implementação do primeiro backbone de
internet do Brasil. A internet acadêmica
já existia e, quando eu entrei na Cisco,
a internet comercial estava começando;
o governo havia decidido criar um
backbone de internet para dar suporte aos
provedores de acesso”, recorda Linhares.
Quando veio a privatização do setor de
telecomunicações em 1998, o conhecimento
adquirido na experiência
que tinha serviu para
construir outras redes,
como as operadoras que
nasciam naquele momento.
O mercado estava
começando a aprender os
benefícios das redes IP.
Havia grandes investimentos
do setor bancário, com
o surgimento de redes
privadas, até as operadoras
passarem a oferecer serviços
de internet - um movimento
semelhante à atual transição
das nuvens privadas para
nuvens públicas.
“O grande desafio dos profissionais da Cisco sempre
foi mostrar ao mercado para onde a tecnologia
está indo. Me emociono com a empresa, e sempre
acreditei bastante em seu potencial. Quando entrei,
a Cisco estava comemorando o seu primeiro
faturamento de US$ 1 bilhão global. Hoje é uma
empresa de US$ 50 bi”, diz.
Linhares observa que sua evolução profissional se
confunde com a história da empresa, que tem uma
cultura diferenciada. Começou como engenheiro de
sistemas, depois tornou-se consultor, arquiteto de
soluções, gerente técnico, gerente de vendas e hoje
está coordenando as iniciativas na área de internet
das coisas (IoT).
“A IoT será o próximo boom da internet, por sua
escala gigantesca. Saímos da escala de conectar
milhões de computadores e pessoas para ligar
bilhões de dispositivos. Será um salto grande
na capacidade de conectar essa infraestrutura”,
pontua Linhares.
Os bancos e a internet
Marcos Yamamoto, gerente de
Operações da Cisco Brasil, ingressou
na empresa há 19 anos como
engenheiro de sistemas. A internet
já era conhecida, mas os clientes
precisavam aprender a usá-la de forma
produtiva, e foi este o papel dele.
“
Até 2021, se espera
que o tráfego móvel seja
multiplicado por sete, e
as redes precisarão ser
preparadas para
tantas conexões
”
Marco Sena, diretor de Redes Corporativas
da Cisco para a América Latina
Cisco Live Magazine
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De Brasília, atendia clientes do setor financeiro e do
governo que tinham muita tecnologia e buscavam a
Cisco como uma empresa de inovação. “A internet
estava explodindo, e a Cisco duplicava de tamanho
a cada seis meses. O ponto de virada veio quando
os grandes bancos abriram uma porta de entrada, a
internet, para os clientes corporativos”, cita Yamamoto.
Para ele, o fato de a Cisco ser centrada no protocolo
IP, o que norteou todos os seus desenvolvimentos e
as aquisições, é a razão de sucesso da companhia. “A
ideia sempre foi movimentar a máquina da internet”,
diz Yamamoto.
Foi seguindo esta filosofia que a empresa ingressou
também na área de data
centers, apesar das margens
baixas do mercado de
servidores. Porém, a oferta
de servidores UCS (Unified
Computing System) mais uma
vez se mostrou diferenciada
em termos de entrega de
valor ao cliente, com uma
arquitetura revolucionária,
que levava para a camada de
computação dos data centers
a inovação que sempre
norteou os movimentos da
Cisco na área de redes.
Marco Sena reforça que a
tecnologia evolui rapidamente
e há outras transições
afetando os negócios. Com a mobilidade,
hoje as pessoas têm nas mãos um celular
com capacidade de processamento muito
maior do que qualquer servidor do início
da internet discada.
“Até 2021 se espera que o tráfego
móvel seja multiplicado por sete. Outra
tecnologia que está afetando demais
o ambiente de rede é a IoT, que está
apenas engatinhado. Com a chegada do
5G, haverá conexões de carros, casas
e uma infinidade de sensores. As redes
precisam estar preparadas para tantas conexões,
cada uma demandando configuração e cuidados com
segurança”, antecipa Sena.
A computação na nuvem também implica mudanças,
e a primeira é na área de segurança. Antes se fazia
segurança na rede instalando firewall nas bordas,
algo que não é mais suficiente. Depois, pesquisas
apontam que 95% das empresas continuam fazendo
configurações manuais, o que gera riscos de segurança
e gastos operacionais, com 75% do orçamento
corporativo de TI consumido pela operação e pelo
gerenciamento das redes.
“Sobram 25% para investimentos em novos
projetos de tecnologia,
por isso a importância da
automação, simplificação
e ganho de escala. É
preciso liberar recursos
para outros investimentos.
A TI era um departamento
dedicado a dar suporte
para o negócio. Hoje é
uma área estratégica que
visa habilitar a empresa
para fazer novos negócios
nesse processo de
digitalização. Nestes 25
anos, a Cisco realmente
“mudou a forma como as
pessoas vivem, aprendem,
trabalham e se divertem”,
pontua Sena.
CAPA
“
O IoT será o próximo
boom da internet, por sua
escala gigantesca. Saímos
da conexão de
milhões de computadores
e pessoas para ligar
bilhões de dispositivos
”
Rodrigo Linhares, líder de Vendas IoT Brasil
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Cisco Live Magazine
Cisco Live Magazine
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Cisco Live Magazine
A CONSOLIDAÇÃO DE
UM
COMPROMISSO
DE LONGO PRAZO
Em abril de 2012, a Cisco anunciou investimento local de R$ 1 bi
ao longo de quatro anos: nascia o
Centro de Co-Inovação
e a
fábrica ganhava fôlego para ampliar a produção local
Em abril de 2012, os executivos da Cisco anunciaram
investimentos de R$ 1 bilhão no Brasil ao longo
de quatro anos. O montante teria três destinos: a
construção de um centro de inovação no Rio de
Janeiro (o COI); a expansão da capacidade de
produção; e a participação em projetos de inovação
junto com parceiros e startups.
“Esperamos que seja um centro de inovação capaz
de voltar um ecossistema
para a economia digital.
As soluções tecnológicas
serão específicas
para atender
ao mercado
brasileiro”,
afirmou, à época,
o presidente da
companhia no País.
Em 2013, a Cisco
inaugurava, em Sorocaba (SP),
a segunda fase da fábrica brasileira,
onde hoje são produzidas cerca de 30
famílias de hardware, entre switches, roteadores,
servidores e access points (AP). Gerando mais
de 600 empregos conforme seu compromisso
com o mercado local, a fabricante viu sua
participação de mercado com crescimento
constante na casa dos dois dígitos.
Atualmente, cerca 50% de todos os produtos
vendidos pela Cisco no Brasil são manufaturados
em São Paulo. Porém, até chegar ao patamar de
hoje, foram percorridas diferentes etapas, conforme
lembra Maurício Murayama, líder de Supply Chain
da Cisco Brasil. Em 2014, quando a produção
local cresceu para seis famílias de produtos, o
processo se enquadrou aos requisitos da Lei da
Informática e também considerou a fabricação de
equipamentos mais avançados. Dois anos
depois, a produção saltou para 15
famílias. Atualmente, mais de
40 famílias de produtos
são produzidas
localmente.
Em 2018 houve
novo marco na
estratégia da Cisco:
“Começamos a
habilitar a venda de
software no Brasil”, diz
o executivo, um movimento
que possibilitou aumentar o
leque de ofertas em moeda
local, incluindo os serviços
de subscrição.
A produção também trouxe maior
agilidade para atender aos projetos com
Cisco Live Magazine
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37
CAPA
a pronta entrega das soluções, além de acesso a
benefícios fiscais. Dessa forma, Murayama explica
que foi possível democratizar ainda mais o acesso
às soluções Cisco, inclusive aos parceiros que não
precisam mais comprar em dólar.
Agora, o plano é a expansão dos investimentos de longo
prazo no País, como a implantação da logística reversa
e economia circular– estratégia de produção com foco
no retorno de produtos e insumos dos nossos clientes,
visando o reaproveitamento ou descarte apropriado de
materiais – também é uma meta.
“Ninguém inova sozinho”
Também originado no pacote de investimento
anunciado em 2012, o Centro de Co-Inovação – o
COI – no Rio de Janeiro, é um local dedicado ao
desenvolvimento de soluções utilizando tecnologias
do ecossistema Cisco. Com base em uma visão
aberta, são resolvidos problemas de clientes com
soluções que atendem às necessidades locais.
“Ninguém inova sozinho”, argumenta Eugenio Pimenta,
diretor do COI, ao comentar a proposta da iniciativa
instalada no Rio de Janeiro. “Cada vez mais o mercado
vai exigir agilidade e soluções personalizadas para
otimizar suas operações e/ou criar novas fontes de
receita”, complementa o executivo.
Desde sua inauguração, mais de 50 empresas,
incluindo startups e parceiros tradicionais da Cisco,
já desenvolveram soluções com o COI voltadas para
os segmentos de educação, saúde, varejo, finanças,
manufatura e cidades inteligentes. Para os projetos
de maior complexidade, envolvendo P&D (pesquisa
e desenvolvimento), o COI conta com recursos da
Lei de Informática oriundos da fabricação local.
Neste caso, o FIT Instituto de Tecnologia se agrega
ao ecossistema de parceiros, com seu time de
desenvolvedores e especialistas em IoT, big data,
video analytics e inteligência artificial.
Extensões
A conexão com hubs de inovação – iniciativas de
terceiros - é fundamental neste processo. São
projetos como o Garagem BNDES, Cubo e inovaBra –
dos quais a Cisco participa – que ajudam na conexão
de ideias e trabalho em parceria com startups para
promover a inovação. “Eles funcionam como um
‘Tinder’, nos permitindo ‘dar match’ com soluções que
atendam aos nossos clientes”, explica.
O executivo enxerga que a inovação aberta é o
caminho para diferenciar a Cisco do Brasil em
um ambiente de transformações cada vez mais
aceleradas e profundas. “Este é, inclusive, o principal
benefício de se ter um Centro de Co-Inovação no
País”, segundo ele.
Aliás, o conjunto de investimentos da Cisco confirma
não só o compromisso da companhia com o mercado
local como também gera benefícios estratégicos
aos clientes, que, a partir do próximo ano fiscal
(agosto), poderão contar com financiamento
dos bancos públicos pelo Banco Nacional de
Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Além
disso, o COI local coloca o País em uma rede global
de desenvolvimento e inovação, permitindo que
consumidores e parceiros também tenham acesso a
projetos e soluções internacionais.
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Cisco Live Magazine
VERACEL
COLHE
RESULTADOS DE SUA
JORNADA DIGITAL
Companhia consolidou ambientes de TI e automação em solução
de data center convergente baseada em
servidores Cisco
UCS
, acelerando sua jornada para a Indústria 4.0
Há cerca de dois anos, o time de TI da Veracel foi
desafiado pela diretoria para alavancar o processo
de transformação digital da empresa. Desde então,
a joint venture formada pela Stora Enso e Suzano,
duas das maiores produtoras de papel e celulose
do mundo, empreendeu um esforço que criaria os
alicerces da sua estratégia de Indústria 4.0.
Com cerca de 3,5 mil colaboradores diretos e
indiretos, uma operação 24x7 em 200 mil hectares de
terra no sul da Bahia e capacidade para processar 1,1
milhão de toneladas de celulose por ano, a empresa
precisava otimizar processos e consolidar tecnologias
para atingir seus objetivos.
Era preciso encontrar uma solução de infraestrutura
tecnológica capaz de reduzir a latência e aumentar
o desempenho do data center e, assim, apoiar
operações cada vez mais automatizadas em sua
cadeia produtiva.
O projeto de transformação digital buscava, ainda,
estabelecer sinergia entre as áreas de tecnologia da
informação (TI) e tecnologia para automação (TA),
que, até aquele momento, eram vistas como áreas
separadas. A modernização deveria unificá-las,
garantindo a manutenção da excelência operacional,
com baixo custo de produção e maior qualidade.
Até então, a companhia mantinha dois data centers
para rodar sistemas de TI e um terceiro dedicado
às aplicações de TA. Com o conceito de Indústria
4.0 em mente, o time da Veracel foi ao mercado
NILTON SOUZA
Planta localizada no sul
da Bahia tem capacidade
de produzir 1,1 milhão de
toneladas de celulose por ano
Cisco Live Magazine
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VOZ DO CLIENTE
“
A opção por esta solução
está alinhada com a
estratégia da companhia,
que, dentro do processo
de transformação digital,
é suportar os processos
através de inovação
gerando valor
para o negócio
”
Márcio Luiz Veiga, CFO da Veracel
mapear parceiros que entregassem uma infraestrutura
robusta para suas necessidades. O desafio era
encontrar uma solução capaz de garantir automação,
alta disponibilidade, confiabilidade, baixa latência e
desempenho sem falha.
A migração necessitava de uma tecnologia confiável
o bastante para sustentar a jornada digital e que
garantisse níveis de serviço elevados. “Temos
basicamente um só produto: a celulose. Então,
isso significa que nossa produção não pode parar”,
comenta Rodrigo Gonçalves, gerente de Tecnologia da
Informação da empresa e responsável pelo projeto.
Por ser uma planta com altos níveis de automação, os
níveis de serviço são cruciais e as respostas precisam
ser muito rápidas.
Depois de analisar cinco fornecedores de tecnologia,
a companhia optou pela infraestrutura de data center
FlashStack, uma solução convergente baseada em
servidores Cisco Unified Computing System (Cisco
UCS) e armazenamento flash da Pure Storage para
unificar os ambientes de TI e TA.
Todo o projeto foi apoiado pela BS4IT Soluções.
“Buscamos uma solução muito apropriada para
o desafio apresentado. Nossos arquitetos se
aprofundaram na necessidade da companhia,
adequando o projeto às nuances”, comenta
Alex Almeida, diretor comercial da integradora
responsável por unificar todo o ambiente em dois
data centers que operam 24x7.
A solução permitiu à Veracel consolidar sistemas
de tecnologia e automação em um ambiente 100%
virtualizado, incluindo equipamentos críticos, desde
a planta fabril até o core corporativo, que roda
no SAP. A plataforma de computação também foi
integrada à tecnologia da Veeam Software, que
garantiu aumento de desempenho e proteção com
rotinas de backup.
O novo data center baseado em servidores
Cisco UCS trouxe à companhia ganhos de 30%
em desempenho e redução de 90% no tempo
de resposta das principais aplicações, além de
uma latência 100 vezes menor que a do modelo
tradicional. Para os usuários, o impacto em qualidade
e velocidade é altamente significativo, pois não há
necessidade de paradas para manutenção. Tudo isso
também gerou uma redução expressiva do Capex
para a companhia.
A latência de 1 ms proporcionou uma agilidade
muito superior em processos mais complexos. Outro
resultado importante foi a redução de 400% no espaço
físico, com apenas um rack em cada data center.
Ainda falando de performance, o tempo de
fornecimento de relatórios e sistemas críticos foi
reduzido drasticamente. Além disso, em um mês de
uso, a compactação de massa de dados da produção
caiu de 5 para 3,3 TB. O tempo de implementação
de novos servidores no ambiente também diminuiu
significativamente com a nova solução. Agora, o time
de TI da Veracel leva 5% do tempo que levava para
subir um novo equipamento.
“Hoje, a Veracel roda em um ambiente altamente
resiliente, com disponibilidade consistente e estrutura
de proteção de dados muito robusta”, cita Almeida,
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Cisco Live Magazine
VOZ DO CLIENTE
da BS4IT Soluções, reforçando que o ambiente de
data center considerou plenamente a necessidade de
disponibilidade de negócios apresentada pelo cliente.
A facilidade de implementação e simplicidade de
gerenciamento permitiu à companhia fazer uma
virada bastante tranquila para o novo ambiente. O
principal objetivo do projeto foi alcançado: manter
dois data centers ativos, sem qualquer risco de
interrupção na fábrica. Também houve eliminação de
custos de manutenção de migração homogênea do
SAP, de equipamentos e de certificação periódica.
Além do ambiente de data center com servidores
UCS, a Cisco também apoia a Veracel em sua
jornada digital com toda a parte de tecnologias de
rede industrial e corporativa, incluindo soluções de
segurança. “A opção por essa solução está alinhada
com a estratégia da companhia, que, dentro do
processo de transformação digital, é dar suporte
aos processos com inovação que gere valor para o
negócio”, comenta Márcio Luiz Veiga, CFO da Veracel.
Solução de data center baseada em servidores
Cisco UCS trouxe à Veracel ganhos de 30% em
desempenho e redução de 90% no tempo de
resposta das principais aplicações
CLIO LUCONI
DIVULGAÇÃO / VERACEL
Cisco Live Magazine
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Cisco Live Magazine
DIAGNÓSTICO SEGURO
NA JORNADA DIGITAL
Grupo Sabin
investe em solução Cisco para
impulsionar a transformação do negócio
Pensar em saúde atualmente é focar não apenas no
tratamento de doenças, mas na qualidade de vida das
pessoas e na prevenção de problemas. Baseados
nesta premissa e entendendo que já vivemos em
uma sociedade digital, com cada vez mais acesso à
informação, os serviços de saúde devem acompanhar
esta mudança. Em linha com o novo cenário, o Grupo
Sabin preparou a sua infraestrutura de TI não só para
atender demandas do setor em que atua, mas para
estar na vanguarda, entregando melhores experiências
aos pacientes, com agilidade e segurança, aplicando
inovação para contribuir para o aumento da expectativa
e qualidade de vida da população.
Com sede em Brasília, o grupo possui mais de 280
unidades distribuídas em 36 cidades no Brasil e atua
nas áreas de análises clínicas, diagnóstico por imagem,
vacinação e check-up executivo.
A aceleração digital do Grupo Sabin começou em
2016, com um novo data center. O movimento marcou
o início de um investimento para levar a companhia
a um novo patamar tecnológico. “Na área de saúde,
a integração de dados com apoio da inteligência
artificial será o divisor águas, pois trará uma melhor
assertividade nos cuidados com a saúde do paciente
e contribuirá para a sustentabilidade do setor,
promovendo melhorias também na gestão dos custos
de saúde”, defende o médico Rafael Jácomo, diretor
técnico do Grupo Sabin Medicina Diagnóstica.
Para isso, contudo, o País precisa trilhar o caminho da
regulamentação do compartilhamento de dados nesta
área. No entanto, independente da discussão política
sobre como o compartilhamento será operacionalizado,
a área de TI do grupo, composta por 57 profissionais,
preparou as bases do terreno amparada pela
consultoria e serviços de integração da Teltec e as
soluções tecnológicas da Cisco.
“O novo data center e toda a infraestrutura de TI
são Cisco”, conta Edgard Moreira, gerente de TI do
Grupo Sabin Medicina Diagnóstica. Para processar
os 190 mil exames diários e suportar toda a estrutura
de atendimento e a retaguarda do grupo, foram
implantados 33 servidores Cisco UCS, conectados por
uma infraestrutura de rede de roteadores, switches e
access points da mesma marca.
Pensando no volume e na criticidade das informações
dos pacientes, Moreira reforçou a segurança do
sistema com o Cisco Umbrella, além de contar com
a proteção inserida em todos os dispositivos de TI
fornecidos pela fabricante.
Segundo Moreira, a plataforma funciona como uma
camada mais robusta de segurança, em complemento
ao firewall e às soluções de antivírus. O Cisco Umbrella
Unidade do Grupo Sabin
de Diagnóstico por
Imagem em Brasília- DF
GILMAR FELIX / DIVULGAÇÃO GRUPO SABIN
Cisco Live Magazine
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VOZ DO CLIENTE
“
Na saúde trabalhamos
com dados críticos e
sensíveis. Além disso,
não posso ter a operação
interrompida por falha na
infraestrutura porque
os resultados dos
exames são essenciais
para o direcionamento
de tratamentos
”
Edgard Moreira, gerente de TI do
Grupo Sabin Medicina Diagnóstica
identifica ameaças de sites pelo IP, bloqueando o
acesso do usuário a portais infectados e impedindo
que o malware chegue à rede da empresa.
A solução se destacou pela facilidade de
gerenciamento, operação, baixo impacto no dia a
dia do usuário e do time de suporte técnico. Além
disso, não possui limite de escalabilidade, pois é
uma solução em nuvem. A visibilidade de toda a
rede de forma rápida e prática também é relevante.
“Em janeiro de 2019, tivemos 10 mil tentativas de
invasão que foram bloqueadas pelo Umbrella. O
sistema trabalha no contexto zero-day, conseguindo
bloquear ataques mesmo antes de serem
desenvolvidas as proteções”, cita.
Foco
Um dos principais receios de Moreira quando o
assunto é proteção é o phishing, armadilha que
leva o usuário a clicar em links maliciosos. “Não
adianta ter um monte de ferramentas, se não
cuidarmos do usuário”, comenta. Como a empresa
preza por medidas que tragam melhor conforto aos
colaboradores, como o BYOD (do inglês Bring Your
Own Device, ou “traga seu próprio dispositivo”),
proteger a rede corporativa de acessos com aparelhos
externos é fundamental.
A base de conhecimento mundial do Umbrella, que
reconhece padrões de ataque e consegue proteger
dispositivos de malware zero-day, tem garantido a
segurança das informações.
“Trabalhamos com dados sensíveis, informações sobre
a saúde das pessoas, e temos compromisso com a
segurança, a privacidade e a confidencialidade de
cada atendimento e exame realizado; então todas as
barreiras são construídas principalmente com base
nestas premissas”, reflete Moreira.
Disponibilidade garantida
Quando avalia a escolha de tecnologia Cisco
para apoiar a estratégia digital, Moreira diz que a
infraestrutura nunca parou por falha e que hoje
ela pode ser colocada no índice de 99% de
disponibilidade. “Nós precisamos desta garantia,
porque os exames não podem parar”, afirma. “Médicos
e pacientes, principalmente aqueles que estão na UTI,
dependem disso”, completa.
Estas garantias de segurança, disponibilidade e
elasticidade oferecidas pela reputação da Cisco foram
atributos-chave para a diretoria do Grupo Sabin investir
no projeto da Teltec Solutions. “Lá em 2016, mapeamos
junto com a integradora as tecnologias que podiam
agregar robustez ao nosso data center e a conclusão a
que chegamos é que deveria ser Cisco”, diz.
Agora que a segurança e a disponibilidade já não
são mais desafios, o Grupo Sabin mira em formas
de integrar as informações de clientes e trazer
mais inteligência e valor aos serviços oferecidos
ao mercado. “Também vamos investir em novas
soluções de segurança para garantir que estejamos
sempre atualizados. Além disso, temos pela frente
o processo de adequação à Lei de Proteção de
Dados”, finaliza o gestor do Grupo Sabin.

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Cisco Live Magazine
O
OMNICHANNEL
E UM
NOVO MODELO COMERCIAL
NO SETOR DE FARMÁCIAS
Lojas da rede Panvel adotam
rede SD-WAN
em projeto que contingencia os links de dados
e ajuda a integrar as vendas nas lojas físicas, no
aplicativo e no e-commerce
Oferecer uma experiência integrada por meio
de múltiplos canais é o objetivo da maioria das
redes de varejo. Para a Dimed, esta premissa não
é diferente. O grupo gaúcho responsável pela
Panvel, quinta maior rede de farmácias do Brasil,
movimenta-se para oferecer mais praticidade,
conveniência e integração entre os mundos físicos
e digitais aos consumidores que frequentam seus
canais online ou suas 420 lojas espalhadas pelos
estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina,
Paraná e São Paulo.
Dentro desta estratégia, a companhia aposta no
conceito “compre no site e retire na loja”, além de
outras modalidades de compras que começam pelo
aplicativo ou pelo e-commerce. Hoje, esta categoria
representa 10% do faturamento total e cresce a
taxas de 30% ao ano.
DIVULGAÇÃO / PANVEL
VOZ DO CLIENTE
Projeto de SD-WAN começou
como um piloto em 2018 e já
está presente em mais de 200
lojas da rede Panvel
Cisco Live Magazine
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Cisco Live Magazine
“
A TI entregou para a área
de negócios uma nova “via”
para comercializar e
atuar com os clientes.
Isso vai transformar
o jeito de vender
”
Jefferson Santanna, gerente de Infraestrutura
e Telecomunicações do Grupo Dimed
A infraestrutura que ajuda nesta jornada começou a
ser projetada em 2017, quando Jefferson Santanna,
gerente de Infraestrutura e Telecomunicações do
Grupo Dimed, passou a estudar a tecnologia SD-WAN,
abordagem definida por software para gerenciar redes
de longa distância. Naquele momento, a ideia era
utilizar a capacidade de gestão da solução para reduzir
ou eliminar os gastos com links dedicados MPLS
(MultiProtocol Label Switching), usados para conectar
as lojas da rede e o Grupo Dimed – que também
responde pela distribuição de medicamentos e pelo
desenvolvimento de cosméticos.
O SD-WAN, segundo
Santanna, permitirá uma
contingência de link de
dados mais barata, pois
viabiliza a utilização de links
domésticos para esse fim.
Também permite a entrega
de uma rede Wi-Fi para
clientes, iniciativa associada
à estratégia da empresa.
Foi nessa época que
o time de TI do grupo
Dimed contactou a Think
Digital para iniciar um
projeto de SD-WAN com
o Cisco Meraki. O piloto
iniciou com a instalação
da tecnologia em algumas
lojas da Panvel, chegando a um total 100 farmácias
ainda em 2018. A iniciativa, segundo Santanna,
conseguiu entregar disponibilidade de rede acima
de 99% e reduziu custos eliminando o segundo link
MPLS, trocado pela conexão ADSL.
A intenção de dar confiança à solução deu certo e o
Grupo logo avançou com o SD-WAN para outras 50
lojas, momento em que a área de negócios entrou
no projeto. Com a disponibilidade Wi-Fi oferecida
pelo Cisco Meraki, as lojas também passaram a
oferecer conexão aos clientes, o que foi visto como
possibilidade de “facilitar” a forma de venda.
“Para se conectar ao Wi-Fi, os clientes fazem um
cadastro no Captive Portal, permitindo que a Panvel
os conheça melhor no momento em que estão
fisicamente na loja”, explica Andréa Cubos, gerente
comercial da Think Digital. Dessa forma, a área
de negócios do Grupo Dimed iniciou um projeto
para integrar esses dados ao CRM (software de
relacionamento com o cliente) e criar o perfil de cada
consumidor. A expectativa é que a empresa consiga
identificar o cliente assim que ele entrar na loja e se
conectar ao Wi-Fi.
Andréa também explica que as funções de analytics
do Captive Portal da Think
Digital servirão como
base para criar perfis de
usuários e, com eles,
outros serviços como
plataforma de cuponagem,
promoções específicas
por perfil, envio de SMS,
e-mail marketing e chatbot
por WhatsApp. “A ideia é
que o cliente possa baixar
o app dentro da nossa loja
mesmo”, complementa
Santanna.
Será possível, inclusive,
comprar pelo aplicativo ou
no site da Panvel e retirar
na farmácia na mesma
hora. Assim, o cliente pode
fugir de filas. Aliás, 130 lojas já contam com tablets
para que atendentes possam acelerar o processo de
compra e pagamento, também diminuindo as filas.
Santanna informa que, agora no primeiro semestre de
2019, já foram instaladas 100 lojas e há previsão de
instalação de outras 50 no segundo semestre. “O Cisco
Meraki é o elo que transforma o dispositivo móvel em
um ator dentro da loja física”, afirma o gerente.
Além disso, o grupo estuda outras alternativas de uso
do SD-WAN para extrair o máximo da plataforma.
O primeiro plano é conectar o sistema de CFTV das
lojas à plataforma e ter uma gestão da segurança
física centralizada. Dez estabelecimentos já estão
conectados. “A TI entregou para a área de negócios
uma nova “via” para comercializar e atuar com os
clientes. Isso vai transformar o jeito de vender”,
finaliza o gestor de TI.
VOZ DO CLIENTE
Cisco Live Magazine
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Cisco Live Magazine
RUMO À
INDÚSTRIA 4.0
SunCoke
Energy
cria rede industrial para melhorar a
comunicação entre máquinas e, consequentemente,
otimizar a manutenção do parque fabril
Cisco Live Magazine
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VOZ DO CLIENTE
Presente em um dos mercados mais sensíveis e
importantes para a economia brasileira, a SunCoke
Energy é especialista no processamento e logística de
matéria-prima para clientes da indústria siderúrgica e
de energia. A fabricante possui e opera cinco plantas
de coqueificação nos Estados Unidos e uma no Brasil,
com capacidade de produção global de 5,9 milhões de
toneladas de coque – um combustível mineral utilizado
na siderurgia moderna.
Para manter a alta produtividade dos 12 mil ativos
instalados na planta brasileira, a fabricante promoveu
recentemente uma reestruturação tecnológica
do parque fabril, já atendendo aos conceitos da
Indústria 4.0. O projeto envolveu a instalação de
sensores nas máquinas que ainda não possuíam
recursos de conectividade e também a revisão da
rede de comunicação para dar vazão às informações
capturadas pelo novo sistema.
Oziander Nunes, gerente de TI e Automação da
SunCoke Energy, conta que, além de aumentar
o controle do acesso à rede industrial, o objetivo
do projeto era automatizar o backup de dados e,
principalmente, dar maior previsibilidade à manutenção
dos equipamentos de forma a evitar interrupções na
produção por paradas desnecessárias.
Para estabelecer a conectividade entre as máquinas, a
empresa investiu em um projeto com novos switches,
firewalls e software de rede, tudo com tecnologia
Cisco. Todo o sistema de rede foi implementado com o
apoio da integradora Nexa, parceira da Cisco Brasil.
“O maior desafio em projetos como o da SunCoke
é conseguir entender o processo de ponta a ponta.
Para isso, sempre procuramos reunir o máximo de
informações sobre a operação da planta”, comenta
Sérgio Eler Costa, diretor de tecnologia da Nexa.
Segundo o executivo, com mais informações e
usando as soluções industriais Cisco baseada nas
recomendações CPwE, foi possível construir uma
arquitetura que atenderia aos desafios impostos.
Este movimento pode ser encarado como um dos
primeiros passos da SunCoke rumo à Indústria 4.0
no Brasil. Eles iniciaram em 2017, quando um grupo
de profissionais da companhia visitou uma feira
industrial em Hannover, na Alemanha, em busca de
parâmetros para o novo projeto. Na volta da viagem,
Nunes concluiu que a conectividade das máquinas
contribuiria para o ganho de produtividade que a
empresa buscava.
“A informação (sobre os ativos) é crítica para o negócio
da empresa, e tínhamos gargalos nos diagnósticos
dos nossos equipamentos”, pontua o gerente de TI
e Automação da SunCoke Energy. Esses atrasos
impactavam o tempo de solução de problemas e
poderiam levar a paradas da empresa.
Para atender aos padrões de comunicação
industrias exigidos no projeto, uma nova rede de
alto desempenho foi construída utilizando soluções
industriais Cisco para comunicação Modbus entre os
PLCs. Um dos pilares que a solução englobou foi a
melhoria na comunicação das máquinas PCM, Hot
Car e Quench Car, que possuem PLCs do fabricante
Schneider. O projeto, estruturado em conjunto com o
cliente, garante a disponibilidade do processo mesmo
em caso de falhas de comunicação.
A Nexa ficou responsável pela correção da defasagem
da infraestrutura de conectividade da fábrica e,
posteriormente, pela integração das máquinas já
sensorizadas. Mas, segundo Nunes, o contrato só
foi efetivado após uma pesquisa de mercado e a
Com a conexão de
máquinas, a SunCoke
quer aumentar a eficiência
produtiva, reduzindo ordens
de serviço para equipes de
manutenção e o tempo de
parada dos equipamentos
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Cisco Live Magazine
VOZ DO CLIENTE
conclusão de que a proposta era a melhor opção para
a companhia. A implementação foi concluída em maio
de 2018.
As boas novas
A análise do parque fabril e da rede mostrou que
algumas máquinas funcionavam como ilhas, com
zero ou baixa conexão, o que dificultava a coleta de
dados sobre a operação dos ativos. Mas, com a rede
industrial desenvolvida exclusivamente para conectar
os equipamentos, a situação mudou.
“Atualmente, funcionários da manutenção ainda
fazem inspeções das máquinas a cada 15 dias para
verificar se está tudo bem. O objetivo, no entanto, é
que futuramente os dados sobre o funcionamento dos
equipamentos sejam transmitidos de forma autônoma
e essa verificação seja feita em tempo real. O resultado
disso será a maior eficiência produtiva da empresa,
com a diminuição de ordens de serviço para equipes
de manutenção, bem como a redução de paradas.”
A evolução desta comunicação avançará com o
desenvolvimento de uma inteligência artificial capaz
de testar o ciclo de vida dos principais ativos da
SunCoke Energy. “A ideia é que ela seja capaz
de indicar se o equipamento está operando nas
condições padrão”, explica ele. “Até setembro
deste ano, queremos que esta inteligência seja
“
Queremos que
esta inteligência seja
transformada em uma
central de informações para
a equipe de manutenção
”
Oziander Nunes, gerente de TI e
Automação da SunCoke Energy
transformada em uma central de informações para a
equipe de manutenção”, pontua Nunes.
O que já mudou
Para ele, o futuro já está bem claro e o presente
também se mostra frutífero. Houve uma melhoria
de produtividade de aproximadamente 15% com a
centralização do backup permitida pela conexão entre
as máquinas, e o processo de revisão da manutenção
passou a automático e online, liberando para
novas atividades os funcionários que coletavam as
informações manualmente.
A segurança implementada na rede deu maior
mobilidade aos funcionários, que podem acessar
a infraestrutura remotamente e enviar dados de
produção ao cliente final de forma mais simples e
rápida – tudo graças à rede wireless (Wi-Fi) montada
para a fábrica, que hoje é mais rápida, criptografada e,
consequentemente, tem menor risco de ataques.
Todo o projeto foi montado pensando em um
futuro situado daqui a 15 anos, segundo Nunes.
Mas o retorno sobre o investimento (ROI) deve
chegar bem mais cedo. Levando em conta apenas
o intertravamento e outras falhas operacionais
ocasionadas pela falta de sincronização das máquinas
e que trouxe custos de R$ 450 mil em 2017, a
expectativa é de que o projeto se pague em três
anos. “Fora outros gastos de manutenção que vão ser
reduzidos e os benefícios intangíveis que a nova rede
traz”, pondera o executivo.
“É sempre bom destacarmos que grande parte do
sucesso deste projeto foi devido ao fato de as áreas
de TI e TA trabalharem juntas como uma única equipe.
Saber que o objetivo de aumentar a produtividade foi
alcançado é muito gratificante”, adiciona Eler, da Nexa.
Com todas as mudanças, a SunCoke Energy ainda
acredita estar em meio à jornada da transformação
digital. Apesar disso, Nunes faz questão de salientar
que a empresa sabe aonde quer chegar e o que
deve fazer para isso. “Vamos mudar nossa cultura
e chegar à transformação entregando uma rede
automatizada”, finaliza.
Cisco Live Magazine
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VOZ DO CLIENTE
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Cisco Live Magazine
PLATAFORMA DE
COLABORAÇÃO
MELHORA ATENDIMENTO
DE APOSENTADOS E
PENSIONISTAS DO SERVIÇO
PÚBLICO DO PARANÁ
Adepta ao modelo “como serviço”,
a PARANAPREVIDÊNCIA conseguiu inovar e melhorar a
comunicação interna e externa sem aumentar custos
Aposentados e pensionistas ligados ao governo
do Paraná contam agora com uma equipe de
atendimento mais bem aparelhada para entregar
informações em menor tempo e com um custo
reduzido. Desde 2018, a PARANAPREVIDÊNCIA
conta com uma nova infraestrutura de comunicações
unificadas (UC) e de contact center para atender às
equipes internas e aos segurados.
A PARANAPREVIDÊNCIA é uma instituição privada
sem fins lucrativos ligada ao Estado do Paraná e
responsável pelo pagamento de 200 mil benefícios e
pensões. Nesta estrutura, a telefonia é fundamental
para atendimento aos beneficiados e também para
dar maior celeridade aos processos internos. Algo
que exige uma atualização frequente dos sistemas
de comunicação.
A atualização mais recente ocorreu no ano passado,
quando a instituição abriu um edital de licitação
para um projeto de modernização da plataforma de
colaboração e implantação da mobilidade e trabalho
remoto. A integradora de soluções apta a atender
Cisco Live Magazine
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VOZ DO CLIENTE
de borda e core, firewall, filtro de conteúdo e
programas de gerenciamento.
Souza conta que um dos objetivos do projeto
foi dar maior liberdade ao colaborador para que
ele pudesse trabalhar remotamente, agora que a
legislação permite tal condição. Além disso, era
preciso melhorar a comunicação interna, dando à
equipe a possibilidade de realizar videoconferências,
ferramenta com a qual os profissionais não contavam
até aquele momento.
“É difícil medir produtividade no nosso ramo,
mas a percepção é de que houve ganho. A
videoconferência e audioconferência com mais
participantes viabilizaram reuniões mais produtivas,
sem a necessidade de deslocamentos”, comenta.
Outro ponto que agradou os colaboradores foi
a mobilidade. Parte dos 450 ramais foi migrada
para softphone, um aplicativo que permite que os
computadores assumam o papel de ramais e façam
ligações pela internet. “A estabilidade e a gestão
aos parâmetros foi a Teletex, que realizou um projeto
com tecnologia Cisco.
Foram contratados serviços continuados para a
implantação e operação de telefonia IP, incluindo a
substituição da central de PABX convencional por
Cisco Unified Communications Manager e telefones
IP, além da plataforma de call center/contact center,
para atendimento dos clientes externos. “A solução
de contact center da Cisco permite, entre outras
funções, a interação com nossa equipe de call
center via redes sociais, o que é um diferencial”,
detalha Juarez Souza, coordenador de TI da
PARANAPREVIDÊNCIA.
Para melhorar a dinâmica interna e contribuir
para o aumento da produtividade, foi implantada
uma plataforma de videoconferência com
o Cisco Meetings Server. Como todos os
sistemas são IP, a rede precisou passar por uma
reestruturação que implementou access points
e criou uma rede sem fio (wireless), switches
“
A audioconferência
e a videoconferência
permitiram
reuniões mais
produtivas, sem a
necessidade de
deslocamentos
”
Juarez Souza, coordenador de
TI da PARANAPREVIDÊNCIA
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Cisco Live Magazine
VOZ DO CLIENTE
da plataforma Cisco nos permitem saber como a
telefonia é usada por cada colaborador”, cita Souza,
ao comentar os benefícios do projeto.
Além disso, como a PARANAPREVIDÊNCIA conta
com 29 centros de atendimento espalhados pelo
estado, as ligações de longa distância cobradas
pela tarifa local, um outro recurso da telefonia IP,
reduziram a conta de telefone.
Já para o cliente final (os 200 mil aposentados
e pensionistas), o benefício está no melhor
atendimento que a plataforma trouxe com a
estabilidade. “A solução de contact center da Cisco
nos permitiu implantar o atendimento via redes
sociais”, explica Souza.
Mais com menos
Christian Früchting, executivo de Vendas da Teletex,
comenta que a iniciativa da PARANAPREVIDÊNCIA
foi desafiadora por diferentes motivos. O primeiro
deles estava na concepção do projeto no edital,
que previa um salto na qualidade do sistema
de telefonia da instituição. “O orçamento era
reduzido, mas o edital previa este salto no nível
de qualidade”, comenta, ao relatar que o valor
estimado era praticamente o mesmo que a
PARANAPREVIDÊNCIA pagava pela manutenção do
antigo sistema de telefonia.
Outro desafio foi o tempo reduzido de parada para a
migração da plataforma, uma exigência imposta por
Juarez Souza. A solução foi trabalhar o planejamento
à exaustão e reservar um final de semana para a
virada do sistema, que incluiu também a instalação
de novos switches e software. Como os funcionários
da PARANAPREVIDÊNCIA haviam sido treinados com
antecedência, quando chegaram à empresa e viram
os novos equipamentos e funcionalidades, já sabiam
como utilizá-los.
Esta foi a maior vitória do projeto na opinião de
Juarez Souza: “Entregaram o que prometeram de
forma assertiva, sem traumas para os empregados”,
afirma. O apoio da equipe da Cisco em Curitiba,
desde a concepção até a implantação do projeto,
também contribuiu para minimizar as dificuldades da
implantação da tecnologia.
Agora, a PARANAPREVIDÊNCIA planeja atualizar
o data center. Como comenta Souza, a instituição
está envolvida com as tendências de virtualização e
estuda formas de melhorar sua infraestrutura com
tecnologias de nuvem.
Cisco Live Magazine
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VOZ DO CLIENTE
COMUNICAÇÃO
COM OS CLIENTES
Escritório de advocacia
JVIANA Advogados Associados
renova rede e troca sistema de telefonia utilizando os
benefícios da oferta de infraestrutura como serviço
O JViana Advogados Associados é um escritório
de direito e consultoria empresarial com 22 anos
de mercado sediado no centro de Jundiaí – local
estratégico e de fácil acesso, próximo a São Paulo, o
maior polo econômico do Brasil e onde estão os mais
diversos fóruns. O escritório sempre visou agilizar os
seus serviços e facilitar o acompanhamento processual
e administrativo de seus clientes.
Buscando proporcionar um atendimento diferenciado
e ágil aos seus clientes, o escritório entendeu que
seu maior patrimônio são seus clientes e, por isso,
sempre buscou trazer diversificação e qualidade em
seus serviços. O JViana tem o foco de atendimento a
clientes em todo o território nacional e por isso tinha
a necessidade latente ter uma central telefônica de
qualidade, que pudesse atender às demandas de
seus clientes e facilitar a comunicação interna entre
seus advogados.
O sistema anterior era precário e a empresa tinha muita
dificuldade de atender seus clientes, tendo prejuízos
na comunicação (interna e externa) e problemas
com tempo de resposta. Hoje, o JViana trabalha
com um sistema robusto da Cisco, obtendo controle
total de chamadas, possibilidade de montar áudio e
videoconferência com os clientes, o que aumenta
a qualidade no atendimento e gera uma acentuada
redução de custos com deslocamento e estadia.
Dessa forma, o JViana consegue atender seus clientes
de maneira mais rápida, qualitativa, menos custosa e
com mais tempo. Além
disso, através dessa
ferramenta de colaboração
Cisco, o escritório
consegue mapear todos
os centros de custos com
chamadas nacionais e
internacionais, tendo total
controle de custos com
as chamadas necessárias
para cada processo e
cada cliente.
“Nosso projeto de telefonia
já está atravessando
barreiras anteriores que
exigiam que os advogados
estivessem 100% do
tempo na empresa para
atender aos clientes.
PUBLIEDITORIAL
Agora estamos quebrando esses paradigmas,
aumentando a capacidade de produção e reduzindo
custos operacionais”, diz o
dr. Jonas Viana, CEO do
JVIANA Advogados Associados.
Rede de computadores
O JVIANA também reestruturou sua rede local (LAN),
considerando a segurança e alta disponibilidade de
que os switches Cisco oferecem. Todos os switches
Cisco são de alta performance (gigabit) e possuem a
tecnologia em PoE (power over ethernet), o que facilita
o controle de gastos com energia elétrica, além de
facilitar o redesenho de layout das mesas de trabalho.
Também foi implantada uma rede de Wi-Fi segura
e de alta performance para todos os advogados
e administradores da empresa, que contam com
equipamentos Cisco em todo o escritório. Assim
entregando mobilidade a todos os advogados e
colaboradores de maneira segura e controlada.
Parceria com a 3S Networks
A parceria com a
3S Networks
foi fundamental para que
o JViana pudesse vencer seus desafios. A
3S Networks
absorveu todas as necessidades apresentadas pelo o
escritório e sugeriu melhorias direcionadas.
Além da elaboração do projeto, a
3S Networks
forneceu todos os equipamentos em forma de serviços
mensais. Hoje o JVIANA tem toda a sua infraestrutura de
TI terceirizada com a
3S Networks
, com um contrato
de suporte ativo, mantendo toda a estrutura disponível.
“O planejamento consistiu em duas fases: a
revitalização da infraestrutura básica da rede - a rede
anterior não tinha capacidade de gerenciamento nem
recursos para receber e tratar pacotes de dados,
voz e vídeo – e a melhor utilização da plataforma de
comunicação IP após a implantação do sistema de
comunicação total”, finaliza
Marcus Ueda, engenheiro
de Pré-vendas na 3S Networks
.
58
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Cisco Live Magazine
FIM DO
CABEAMENTO
NO BANCO
INTER
Para dar maior flexibilidade aos colaboradores, a
instituição criou um
escritório 100% Wi-Fi
Tecnológico não apenas no aplicativo, mas também
internamente, o Banco Inter é uma das principais
instituições digitais do País, com mais de 2,5 milhões
de clientes. Como não poderia deixar de ser, toda a
sua operação está entregue à tecnologia, o que tem
lhe permitido usufruir da agilidade de uma fintech no
lançamento de novos produtos e serviços e também
lhe confere alta competitividade para conviver em
um ambiente em que a lealdade do consumidor é de
30,7%, segundo pesquisa da Cantarino Brasileiro.
O modelo inovador lhe coloca à frente das instituições
tradicionais. Em 2016, quando a maioria dos bancos
ainda desconfiava da segurança oferecida pela
computação em nuvem, o Banco Inter abriu mão de
seus dois data centers e partiu para uma operação
totalmente baseada em cloud. Dois anos depois, em
uma reformulação do sistema operacional utilizado
pelos colaboradores, os PCs foram trocados por
Macs, da Apple, e a rede cabeada foi substituída
por uma infraestrutura 100% Wi-Fi em toda a sede,
localizada em Belo Horizonte (MG).
Esta última iniciativa, que contou com a parceira da
integradora Any Consulting e da Cisco, foi o passo
principal para que a corporação pudesse extrair
todos os benefícios da adoção do Mac. “A própria
Apple nos indicou a Cisco”, comenta Wagner
Lopes Fontes, gerente de TI Corporativa do Banco
Inter. Antes, porém, a instituição financeira fez
pesquisas de mercado para escolher a tecnologia
definitiva, levando em conta a parceria que já tinha
com a Any Consulting.
Mas não apenas isso. Era preciso garantir
total segurança tanto na migração para um
ambiente 100% wireless quanto na operação
da infraestrutura. A solução que conquistou a
confiança de Fontes para colocar toda a instituição
em uma rede wireless foi o Cisco Identity Services
Engine (ISE), ferramenta que monitora e controla o
acesso dos usuários. A partir dela, o Banco Inter
tem o registro de quantos colaboradores estão
conectados, qual equipamento utilizado, onde
estão e por quanto tempo usaram a rede. Os dados
são importantes para cumprir regulamentos de
segurança e outras políticas de mercado, segundo
o gerente de TI.
Este alto nível de visibilidade e de segurança foi
o principal ponto da definição do projeto, lembra
Saulo Costa, CEO da Any Consulting. Após discutir
o papel que o ISE teria na segurança do ambiente, o
executivo explica que a integradora montou o projeto
ciente de que a rede sem fio atenderia a todas as
instalações do Inter.
Cisco Live Magazine
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59
VOZ DO CLIENTE
“
Rede mais robusta
e infraestrutura
tecnológica sem
falhas permitem
canalizar os esforços
da equipe de TI para
o desenvolvimento
de novos serviços
e produtos e
melhoraram o
aplicativo utilizado
pelos clientes
”
Wagner Lopes Fontes, gerente de
TI Corporativa do Banco Inter
Colaboradores conectados
E não era algo simples. A sede do banco é
composta por cinco casas, literalmente, pelas quais
os colaboradores se deslocam frequentemente. O
desafio era garantir que a transição não afetasse a
rotina dos usuários.
A escolha de antenas potentes foi a solução
encontrada para evitar interferência e ampliar o sinal.
Mesmo com pé direito (altura entre o piso e o teto)
diferentes entre imóveis, a Any Consulting trabalhou
para que a rede atendesse a todas as unidades,
vencendo as interferências de ar condicionado e
portas de vidro.
Superado o desafio, a solução também conseguiu
garantir que o colaborador que saísse do prédio A
se conectasse automaticamente ao Wi-Fi no prédio
B sem a necessidade de uma nova validação da
identidade do usuário. O mesmo vale para quem utiliza
a rede no escritório do Banco Inter em São Paulo (SP).
“Não tivemos qualquer problema com as antenas.
Elas apresentam alta capacidade e grande densidade.
Temos access points (AP) com até 300 pessoas
conectadas e sem perda de desempenho”, afirma
Fontes, do Banco Inter.
Resultados
Além de garantir uma infraestrutura de qualidade para
suportar os equipamentos Mac, a rede Wi-Fi gerou
outros dois benefícios ao Banco: a redução de cabos
expostos; e a otimização do espaço ocupado. Fontes
conta que os funcionários passaram a utilizar Macs e
equipamentos similares.
Sem a necessidade de cabeamento, a mudança de
layout de escritório e até as reuniões se tornaram
mais fáceis. Se antes a sala precisava de um switch,
um ponto de rede e outro de energia, agora os
colaboradores só precisam levar o Mac.
Outro ponto positivo da nova infraestrutura foi o fim dos
chamados ao serviço de help desk por conta de falhas
na rede, o que espelha o bom desempenho da solução.
Junto a isso, a rede passou de 2,4 GHz para 5 GHz, um
ganho para os 1,3 mil usuários de Mac, que passaram a
dar retornos positivos em relação ao sistema.
O investimento na renovação do parque de hardware, a
transferência dos sistemas de data center para a nuvem
e a instalação de rede sem fio levaram o Banco Inter ao
propósito de manter os colaboradores 100% conectados
e, obviamente, sem sofrer com falhas no ambiente de
TI. Assim, diz Fontes, todos os esforços da equipe de
tecnologia podem se voltar ao desenvolvimento de novos
serviços e produtos, e melhoraram o aplicativo utilizado
pelos clientes da instituição.
60
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Cisco Live Magazine
A Orange Business Services e a Cisco estão
trabalhando juntas para fornecer redes locais
corporativas definidas por software (SD-LAN). A
iniciativa surgiu do sucesso de soluções SD-WAN
e impulsionou a parceria pelo Open Labs, ambiente
da Orange que mescla recursos físicos e virtuais
para inovação e desenvolvimento.
O crescimento de dispositivos, aplicativos móveis
e dados está colocando grande pressão na rede
tradicional, aumentando drasticamente a comple-
xidade e os requisitos de acesso. A SD-LAN cria
uma arquitetura de rede com e sem fio gerenciada
centralmente, que é mais fácil de integrar, operar e
executar, permitindo que as empresas trabalhem de
maneira mais rápida e inteligente.
A intenção é que a SD-LAN ofereça acesso seguro
a qualquer momento, a qualquer dispositivo, em
qualquer lugar e com uma experiência de usuário
de alta qualidade.
A Cisco e a Orange informam que as soluções
VOZ DO PARCEIRO
UNIDOS PELO
SD-LAN
A Orange Business Services e a Cisco colaboram para trazer ao
mercado a
nova geração de
SD-LANs
serão adaptadas para atender aos desafios de
negócios de clientes individuais e casos de uso
com automação, análise e segurança de rede. A
intenção é ajudar empresas a explorar suas futuras
possibilidades de conectividade e desempenho em
um ambiente protegido.
Para redes Wi-Fi de campus, as redes SD-LAN
abordam problemas de implantação e visibilidade.
Elas podem monitorar serviços, acesso e uso em
redes e antecipar quaisquer atualizações essenciais
para lidar com as demandas dos usuários sem fio.
A arquitetura fornece acesso orientado por identi-
dade altamente seguro, definindo os usuários, itens
e dispositivos que podem acessar a rede. O acesso
pode ser concedido ou revogado em um nível gra-
nular, como a configuração de grupos de Wi-Fi de
convidados, por exemplo.
Mercado
Com projetos implementados e bem-sucedidos na
América Latina, a Orange Business Services consi-
dera o atual momento ideal para Co-Inovação em
tecnologia SD-LAN. Segundo a empresa, o Brasil
e a região latino-americana caminham em direção
às redes Wi-Fi corporativas, observando-se um
crescimento sólido do mercado.
O futuro está nesta direção e as redes
automatizadas e os aplicativos móveis cada dia
mais fazem parte destas redes corporativas. Por
isso, é essencial o gerenciamento da rede de
forma mais centralizada e com a aplicação de
analytics, conforme defendem as empresas.
Cisco Live Magazine
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61
62
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Cisco Live Magazine
A MULTIPLICAÇÃO
DAS
OPORTUNIDADES
Ecossistema Cisco
ajuda a impulsionar um Brasil
ainda mais conectado, digital e competitivo
Está sacramentado na política global da Cisco:
o modelo de venda é indireto. A abordagem foi
estabelecida em 1995, quando John Chambers
assumiu a cadeira de CEO, que ocupou até 2015.
Os clientes são assistidos por empresas que de-
senvolveram conhecimento e estratégia comercial
alinhados à política da fabricante.
Desde então, o número de canais só aumenta, e
quase 90% dos negócios da companhia são feitos
por meio de parceiros.
Marcelo Ehalt, diretor de
Canais da Cisco: com as
novas tecnologias, não
basta apenas uma empresa
para implantar as soluções,
é preciso um conjunto de
ISVs (Independent Software
Vendors), desenvolvedores
e integradores para agregar
valor à oferta
O modelo de venda indireta
estabelecido pela Cisco se
mostra bem-sucedido tanto
para a fabricante como (e
especialmente) para seu
ecossistema de parceiros.
Pesquisas indicam que o
mercado de TI deve dobrar
em 2019, atingindo desem-
penho de 4,9%, enquanto
alguns canais da fabricante
reportam expansão de 30%,
até 40%, ao ano.
Há que ressaltar, no entanto, que estes casos são
registrados entre aqueles que optaram por concentrar
mais da metade dos seus negócios com a marca, o
que não tira o mérito do crescimento, tendo em vista
o atual ambiente de transição dos negócios para sof-
tware e a predominância da oferta de serviços.
Parceira da Cisco desde antes do estabelecimento
do escritório local em 1994, a Logicalis, antiga
Promon e depois PromonLogicalis, é um dos
exemplos de sucesso
deste modelo. Na América
Latina, 50% dos produtos
(hardware e software) co-
mercializados pela empresa
são da marca Cisco. E os
números da empresa são
enormes: 2900 profissio-
nais distribuídos nas 11
operações na América
Latina, que geram uma
receita anual da ordem de
US$ 650 milhões.
Vita IT, 2S e a Teltec
Solutions também concen-
traram os negócios com
a marca e colhem frutos.
Com 28 anos de merca-
do, 18 deles dedicados
ao segmento de conec-
tividade, a Teltec registra
70% dos negócios com
a marca Cisco e obteve
um faturamento de R$ 93
milhões no ano passado.
“
Com as novas
tecnologias, não basta
apenas uma empresa
para implantar as
soluções, é preciso
um conjunto de
ISVs (Independent
Software Vendors),
desenvolvedores e
integradores para
agregar valor à oferta
”
Marcelo Ehalt, diretor Canais da Cisco
Cisco Live Magazine
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63
VOZ DO PARCEIRO
“Mudamos a empresa inteira 18 anos atrás, quando
reduzimos o quadro para quatro funcionários. De lá
para cá, saímos praticamente do zero e hoje temos
110 colaboradores”, comemora Diego Ramos, CEO
da Teltec Solutions.
Mesmo representando marcas complementares,
Paulo Ferreira, CEO da Vita IT, informa que a em-
presa concentra 90% dos seus negócios na Cisco
e obtém crescimento da ordem de 30% ao ano.
“Investimos constantemente em nossas qualifica-
ções. Estamos vivendo uma revolução tecnólogica
que acelera de forma exponencial a globalização
digital. A parceria com a Cisco permite que este-
jamos preparados para cenários complexos que
requerem soluções capazes de adaptar o negócio
a este novo ambiente. Na mesma linha, há quatro
anos, a 2S Inovações Tecnológicas atingiu a marca
de crescimento superior a 40% ao ano, informa
Renato Carneiro, presidente da companhia.
“A Cisco abre uma oportunidade enorme de gera-
ção de serviços”, comenta Renata Randi, diretora
global de Marketing e Alianças da Logicalis, uma
das maiores parceiras globais da Cisco, especial-
mente na área de service providers (telecomu-
nicações), com referências no Grupo Claro, na
Vivo e em todas as outras operadoras da região.
A executiva revela que a área de serviços é uma
das principais responsáveis pelo crescimento da
Logicalis na América Latina hoje e cresceu 38% no
último ano fiscal.
Portfólio
Segundo Renata, além da venda e integração dos
produtos, o ecossistema da Cisco tem em mãos a
oportunidade de compor ofertas de serviços alinha-
das às demandas dos clientes. Elas incluem desde
a comercialização da infraestrutura como serviço,
passa pela oferta de segurança fim-a-fim, venda
de software em nuvem e até o mix completo de
soluções e serviços gerenciados.
“
Em 18 anos, a empresa
saiu de 4 funcionários
e um faturamento
próximo a zero para 110
colaboradores e uma
receita de R$ 93 milhões,
em 2018
”
Diego Ramos, CEO da Teltec Solutions
“
A Cisco abre uma
oportunidade enorme de
geração de serviços
”
Renata Randi, diretora global de Marketing
e Alianças da Logicalis
“
Pensando em receita
recorrente, hoje
temos três pilares: a
transformação da Cisco
para software; a venda
de serviços gerenciados
e de software em nuvem;
e a oferta ‘as a service
”
Renato Carneiro, presidente da 2S
64
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Cisco Live Magazine
Uma das ofertas de forte apelo é o pacote de se-
gurança. Com SOCs (Security Operation Center),
ambientes que compõem o portfólio de proteção,
completados pelo serviço de consultoria e pe-
las soluções de diferentes níveis, os parceiros da
Cisco começam a atuar em uma área sensível e
de alta demanda.
A Italtel, desde o início de 2018, vem investindo
em sua unidade de negócios de Cyber Security,
ofertando serviços de Threat Intelligence, Advisory,
Soluções Gerenciadas, Consultoria e Monitoração,
com equipes especializadas e seu SOC 24x7x365
em São Paulo. “Já fechamos alguns grandes con-
tratos, dentre eles de Advisory para a Lei Geral de
Proteção de Dados (LGPD), SOC, Comunicação
Segura de dados em Telecom (Security Gateway)
e Threat Intelligence, para monitoração de ativida-
des de hackers contra marcas e executivos”, conta
Sergio Occhini, diretor comercial da Italtel. “Quando
você vende uma solução, tem que projetar, instalar
e ter gente competente monitorando o ambiente
24x7, para que o cliente possa dormir tranquilo”,
descreve o executivo, ao falar sobre o papel da
nova unidade de negócios.
Serviços gerenciados
Já explorando as oportunidades dos serviços ge-
renciados, a Dimension Data do Brasil, multinacional
com mais de 500 colaboradores no escritório local,
comemora a marca de 30% de crescimento da
receita com a prestação desses serviços. Tendo a
Cisco como seu principal parceiro há cerca de 30
“
A venda de uma
solução consiste em
projetar, instalar e
monitorar o ambiente
24x7, para que o cliente
possa dormir tranquilo
”
Sergio Occhini, diretor-comercial da Italtel
“
A regra tem
sido apostar na
especialização, em
novos modelos de
negócio, crédito fácil
e velocidade
”
Humberto Menezes, diretor geral da
distribuidora Westcon-Comstor no Brasil
anos, ou seja, antes de a fabricante se instalar no
Brasil, a DD agrega serviços que complementam e
as soluções da fabricante e lhes dão suporte. “O
crescimento mais acentuado nesta área ocorreu
nos últimos seis meses, mas continuamos com
previsão de crescimento grande para o próximo
ano fiscal”, diz Monica Benatti, diretora de
Marketing e Alianças da Dimension Data.
Como vantagem para o parceiro, a oferta de servi-
ços abre um novo modelo de negócios e, mais uma
vez, inova no formato comercial, abrindo para as
empresas a possibilidade de gerar receitas recorren-
tes. “Pensando em receita recorrente, hoje temos
três pilares: a transformação da Cisco, que cami-
nha para a área de software, com novos modelos
de contrato; a venda de serviços gerenciados e
de software em nuvem, e o desenvolvimento de
uma oferta ‘as a service”, enumera Carneiro, da
2S. Segundo ele, há pouco tempo o termo quase
inexistia. “Ano a ano, o crescimento deste recurso
tem sido de 40% na 2S, com a meta de cobrir 25%
das despesas fixas anuais da empresa. “No fim de
2018, 75% da nossa despesa fixa foi coberta com
receita recorrente, e a nossa meta é chegar a 90%
em 2019”, comenta.
Desafios
Além do longo histórico de relacionamento com a
Cisco, este grupo de parceiros compartilha uma
visão no mínimo desafiadora de futuro. Do lado do
cliente, Monica Benatti diz que a predominância
Cisco Live Magazine
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65
VOZ DO PARCEIRO
“
Sem uma equipe
bem preparada, não
conseguimos atender
os clientes
”
Jorge Toda, Vice Presidente de
Plataformas do Grupo Sonda
“
A parceria com a
Cisco permite estarmos
preparados para cenários
complexos que requerem
soluções capazes de
adaptar o negócio a este
novo ambiente
”
Paulo Ferreira, CEO da Vita IT
do software em todas as
soluções vai aumentar a
complexidade dos projetos
daqui para a frente.
“Isso muda o perfil da
compra. O hardware con-
tinua sendo importante,
mas o componente sof-
tware passa a ser decisi-
vo”, sintetiza Renta Randi.
Por isso, diz Humberto
Menezes, diretor geral da
distribuidora Westcon-
-Comstor no Brasil, a regra
tem sido apostar na espe-
cialização, em novos modelos de negócio, crédito
fácil e velocidade desde a prospecção, passando
pela cotação de produtos, até a entrega do projeto
e dos serviços de manutenção. Assim, vencem as
empresas mais rápidas, eficientes e criativas nas
suas ofertas – um perfil que a Cisco ajuda a construir
com a sua retaguarda de informações, treinamento
e, como dizem os parceiros, transparência. “O mer-
cado ganha duplamente com a presença da Cisco
no Brasil. Primeiro porque existe sinergia entre as
empresas com o desenvolvimento compartilhado de
soluções. Depois, o alto potencial de venda indireta
dá tranquilidade ao parceiro para conhecer a estru-
tura e a oferta de valor da plataforma. “Investimos os
melhores recursos profissionais na criação de so-
luções verticais, na integração e na atração de mais
parceiros para criar soluções complementares. Ou
seja, estamos compondo o
melhor da tecnologia com a
melhor oferta de serviços”,
conclui Renata Randi.
Falando sobre a mão de
obra especializada, Jorge
Toda, vice-presidente de
Plataformas do Grupo Son-
da, destaca que a empresa
investe muito em capa-
citação – as certificações
Cisco – e também mantém
programas de treinamento
e retenção internos justa-
mente pela valorização dos
profissionais especializados em Cisco no mercado.
“Temos orçamento anual para capacitação e trei-
namento, viagens de pessoas para treinamento nos
EUA. É algo caro, mas, com o volume de negócios
mantidos com a Cisco, conseguimos ter resultados.
Sem uma equipe bem preparada, não conseguimos
atender os clientes”, ressalta.
O momento, segundo Ehalt, é de aproveitar as inova-
ções disponibilizadas pela Cisco em torno da trans-
formação digital e trabalhar junto aos clientes para
identificar novas oportunidades de negócios que eles
podem explorar com a aplicação da tecnologia.
“
A predominância do
software em todas as
soluções vai aumentar
a complexidade
dos projetos
”
Monica Benatti, diretora de Marketing
e Alianças da Dimension Data
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Cisco Live Magazine
O PAPEL DA
SEGURANÇA DIGITAL
NOS DIAS DE HOJE
Nunca falamos tanto sobre segurança digital. Se anos
atrás era um assunto restrito aos profissionais de TI
ou a empresas especializadas, hoje o tema se tornou
universal. E, por mais complexo que ele possa parecer
às vezes, não existe mais a opção de ignorá-lo. Nós
precisamos falar ainda mais sobre segurança digital no
Brasil e sobre os efeitos que ela pode ter sobre nossos
negócios. E, mais importante que isso, precisamos
saber o que é a segurança digital em 2019.
O principal ponto a ser lembrado quando falamos sobre
proteção de contas, dados, devices e redes online é
que todos nós, pessoas e empresas, somos igualmente
responsáveis pela nossa própria segurança nos dias de
hoje. Não podemos mais terceirizar esta responsabilida-
de. Com o processo de transformação digital em ritmo
acelerado e uma cultura de anywhere office adotada
por um número cada vez maior de empresas, a prote-
ção da infraestrutura digital se tornou apenas uma das
etapas necessárias para criar um ecossistema digital
verdadeiramente seguro. É preciso que se construa uma
verdadeira cultura de empresas e usuários em torno de
um sistema preparado para as ameaças de hoje.
Em um mundo e ambiente de negócios 100% móvel,
baseado em serviços e estruturas em nuvem, esta
cultura em torno da segurança digital passa necessa-
riamente pela criação de protocolos de treinamentos
e diretrizes dentro das empresas que precisam ser
seguidas à risca e para além do espaço do escritório.
Estabelecer diretrizes rígidas para acessos remotos por
VPNs, acesso em duas etapas, uso de redes Wi-Fi não
Ghassan Dreibi
, diretor de Cibersegurança
da Cisco América Latina
Por
Ghassan Dreibi
confiáveis e até mesmo uso de redes sociais por meio
de dispositivos ou logins da empresa é fundamental.
São cuidados básicos que não devem mais ser negli-
genciados no dia a dia de uma empresa.
São hábitos que podem, em um primeiro momento,
gerar certo aborrecimento. Afinal, quem nunca reclamou
de ter que esperar um código por SMS para poder se
logar ao e-mail de trabalho quando se tem algo urgente
para resolver? Mesmo restritivos, estes procedimen-
tos aos poucos ajudam a moldar nossos hábitos, não
apenas evitando que os hábitos do uso pessoal acabem
contaminando os momentos em que estamos traba-
lhando, mas permitindo que o caminho contrário acon-
teça. Precisamos lembrar: os dados são os mesmos.
Em casa ou no trabalho, não existe um ambiente que
permita um hábito menos seguro que o outro.
A próxima década vai ser marcada pela maior trans-
formação digital de que se tem notícia. Cada aspecto
de nossas vidas estará conectado em redes intuitivas
e intercomunicáveis, com uma constante troca de
dados entre pessoas, empresas e governos. Segundo
estimativa da Cisco, mais de 28 bilhões de dispositivos
e conexões estarão interligados em 2022. É um futuro
próximo em que o mundo se tornará ainda mais digital,
inteligente e acessível a todos, desde que ele seja
seguro. E esta segurança vai depender de todos.
ARTIGO